Eracildo Guilherme Linck, político e empresário canoense
Eracildo Guilherme Linck, político e empresário canoense. Foto: Júlio Fontes-especial/OT

 

Na ânsia de acompanhar seus leitores, que se atualizaram com o surgimento de novas tecnologias, O Timoneiro foi em busca de uma produção de conteúdo audiovisual, destinado exclusivamente para a internet. Com isso, surgiu o projeto Gente Canoense, que deve entrevistar pessoas que passam seus dias na cidade.

Na primeira edição, o escolhido para uma conversa sobre sua vida, problemas, soluções e expectativas para um futuro não tão distante da cidade foi o político e empresário Eracildo Guilherme Linck. Proprietário de um Centro de Formação de Condutores (CFC) no bairro Igara desde 1997, Linck é uma das lideranças locais não só do empresariado, mas dos moradores da região.

 

CONFIRA ENTREVISTA:

 

OT: Como começou o CFC Linck?

Linck: “A auto escola começou em 1997, até foi por uma ideia da minha filha. Ela começou como uma  auto escola normal, depois, quando o Detran colocou franquias, nos escrevemos e a gente ganhou. Hoje trabalha no nosso Detran eu e meus três filhos: Alexandre, a Sandra e a Daiane. Uma empresa familiar, em torno de 50 funcionários. Estou me sentindo muito bem como empresário. A gente faz um trabalho para a comunidade.

Antigamente, para tirar uma habilitação, tu ia na delegacia de trânsito. Não eram exigidas tantas coisas como é hoje. Então, com a vinda do Detran, dificultou um pouco mais para tirar a habilitação. Não que o Detran tenha apertado ou dificultado, mas está exigindo muito mais do aluno, para que ele aprenda bem, e saiba dirigir o seu veículo.

 

OT: Qual a sua visão sobre a obrigatoriedade do simulador?

Linck: Em Canoas nós fomos os primeiros a comprar o simulador. Hoje estou com dois simuladores e a procura é muito grande. Dei aula em simulador, é uma máquina muito importante e tenho certeza que um aluno que nunca pegou um veículo ele vai aprender no simulador. Quando sair com o veículo ele já sabe fazer a marcha, sabe onde fica a embreagem, o acelerador, o freio, o freio de mão, o cinto de segurança.

 

OT: Como ingressou na política?

Linck: Concorri pela primeira vez (em 2010). Fiquei como primeiro suplente e, depois, fui convidado para participar de alguns partidos. O que mais me deu condições foi o PMDB, o qual estou filiado. O valor que eu tive no PMDB eu não tive no PSB.

 

OT: Por qual motivo saiu do PSB, partido em que ficou como suplente?

Linck: A saída do PSB foi meio conturbada. Eles não queriam que saísse. No PSB, o Presidente era sobrinho do vereador e quem cantava as pedras era o vereador. O vereador era a mesma coisa que ser o presidente e era difícil se comunicar com ele. Ele falava com certa autoridade, arrogância, o que me levou a sair do partido.

 

OT: Na sua área de atuação, o que está faltando em Canoas?

Linck: O que está faltando em Canoas são as ruas que se encontram muito esburadas. Às vezes, para desviar de um buraco, a gente entra em outro. Nós passamos muito por essa dificuldade. Caminhões na rota do nosso CFC, na vila Igara, dificultam nosso trabalho, principalmente nos exames. Agradeço ao padre, Vanderlei, que nos cede o banheiro. Até hoje não construíram um banheiro lá. Nós, os CFCs já nos reunimos para construir, mas não foi liberado pela Prefeitura.

 

OT: Qual o grande problema de Canoas atualmente?

Linck: Por mais esforço que teve com a nossa Prefeitura, acho que ainda deixa a desejar muita coisa, apesar de Canoas ter avançado muito. É uma roubalheira. É assalto a carro, a pedestre. Eu não vou a pé até a minha casa. Eu chamo um guarda que me leva até lá. Já fui assaltado três vezes na minha rua. Por maior que seja o policiamento, por mais esforço que a polícia faça, tu imagina policiamento sem armamento, sem viatura, sem colete, o que vai fazer? Faz o que pode fazer.