
A Prefeitura Municipal de Canoas anunciou um aumento de 12% no valor das obras de revitalização do Calçadão de Canoas. A margem, levando em consideração que o valor da obra é de R$ 5,49 milhões, ultrapassa os R$ 650 mil. O recurso é oriundo do programa “Canoas para Todos”, com recursos financiados pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF).
Com início em fevereiro, a obra, que segue com trabalhos prioritariamente noturnos, está na segunda fase e tem como meta a conclusão da rede de esgoto pluvial e cloacal, colocação de basalto e piso tátil, luminárias, lixeiras, de duas bancas e ajardinamento, têm previsão para ser finaliza em outubro deste ano.
O acréscimo, segundo o governo, se deu em função de serviços subterrâneos – como a substituição da rede adutora de água que passa por baixo do Calçadão, que não estavam previstos no orçamento. Para a atual administração, a rede que não estava nos planos da obra atende quase 50% da cidade. Embora considere a obra 80% concluída, os moradores reclamam do transtorno que cada vez mais se prolonga. Os lojistas, inclusive, reclamam que o piso está mais alto do que o das lojas – que deverão arcar com os custos para adequar a entrada e saída de clientes – e os cadeirantes, que enfrentam problemas ao entrar nas lojas.
Imprevistos
Além de parte do solo contaminado por vazamentos na rede de esgoto cloacal, como descreveu o órgão, uma rede adutora estava enterrada no trajeto. A troca foi necessária, pois havia perigo de inundação. A ação “mobilizou cerca de 20 trabalhadores da Corsan. Havia risco de vazamento e até de inundação do Centro, pois a antiga rede tinha, pelo menos, 60 anos e estava totalmente comprometida”, informou a Prefeitura. O esgoto pluvial estava obstruída com lixo e lodo. Segundo a PMC, cinco caminhões de hidrojateamento foram utilizados para a limpeza.
A empresa, contratada para executar o serviço, constatou, também, que não havia tubulações nas redes de energia e de telefonia. Algumas delas estavam isoladas em canos de esgoto sem identificação e a maior parte, soltas.
A revitalização
Longe das imagens ilustrativas que decoram os compensados que isolam o campo de obras, a população assiste a uma estrutura diferente. A primeira etapa, a reforma e ampliação do Largo da Praça da Bandeira, foi entregue no dia 3 de agosto – a segunda-feira conhecida pelos canoenses com o recorde de homicídios no município, cinco em um dia – comemorada como a obra de número 500 entregue pela atual Administração. A fase a seguir preocupa aqueles que conhecem o município. Trata-se da revitalização da Praça da Bíblia, na esquina da rua Tiradentes com a avenida Getúlio Vargas. Utilizada por comerciantes e por aqueles que esperam ônibus, serve de ponto de referência para assaltos.
Acessibilidade em falta
No início do mês de agosto, uma comissão apresentou à Câmara dos Vereadores a dificuldade de cadeirantes adentrarem nos recintos, observados os desníveis em função da reforma. A necessidade foi reforçada, no evento, pelo professor Eri Domingues, da Coordenadoria Municipal de Pessoa com Deficiência (CMPD), que coordena a Comissão que visitará os comerciantes. “Esse é um direito constitucional”, salientou.