Professora de Educação Física formada em 2007 e concursada na rede municipal de Canoas e na rede estadual de ensino, Paula Marisa Carvalho de Oliveira foi colocada à disposição por questionar palestras na escola. No dia 24 de julho, publicou um vídeo na internet questionando as palestras realizadas pela Coordenadoria de Diversidade do município dentro das escolas. O vídeo já contabiliza mais de 42 mil visualizações.

Procurada pela redação, deu entrevista. “O que aconteceu é que um dia nós fomos avisados que teria uma palestra referente a assuntos como DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis), homofobias, essas coisas, e a divulgação de um aplicativo, o “Canoas Diversidade”,explica.
A servidora afirma que o motivo da saída foi sim o questionamento da palestra. “Isso foi na quarta-feira, eu acho, e na segunda-feira, quando eu cheguei na escola, eu fui chamada na secretaria da Educação, entrei em contato, não me disseram sobre o que era, então não fui. Chegando na escola, a diretora me chamou na sala dela com uma ata prontinha, toda elaborada, dizendo que eu tinha problemas de relacionamento e me expulsou da escola. Me colocou à disposição”, relata. Ela ainda questionou a qualificação acadêmica do palestrante, mas não obteve resposta. “Não me disseram, aliás, até hoje, já se passou mais de uma semana da palestra, eu não tenho nada contra, eu não conheço, inclusive, o palestrante.

Vídeo da Professora:

Prefeito critica servidora

11821979_893317144080221_570582749_oDurante transmissão do Ágora em Rede, espaço onde o Prefeito e o secretariado conversam com a população, uma cidadã questionou o chefe do Executivo sobre a divulgação da ideologia de gêneros. “Como será feita a fiscalização nas escolas e qual será a punição aplicada aos educadores que não cumprirem a lei estabelecida?”
O prefeito tentou então desconstruir a imagem da professora. “É a quinta escola que ela (Paula) passa e não foi por esse motivo que ela saiu nem dessa escola, nem das outras”, diz em tom sugestivo. “Ela está há poucos anos na Prefeitura, cinco, seis anos e é a sexta escola”, sugere. “As pessoas não saíram por causa disso. São escolhas, questões, temperamentos, posturas que muitas vezes geram incompatibilidade entre a direção e a professora. Essa escola até ela ficou mais tempo. Ela ficou, se não me falha a memória, 17 meses nessa escola. Em outras escolas ela ficou 4 meses, 3 meses. Então são questões que ela deve responder e não cabe a mim interferir nessas questões”, argumenta. “Não entramos aqui em nada que promova, incentive ou estabeleça a ideologia de gêneros”, conclui.

O que diz a Prefeitura
“O motivo do afastamento está sendo tratado na esfera administrativa da Prefeitura de Canoas e não será divulgado para não expor os envolvidos. Salientamos que não há relação com a opinião da servidora sobre a Caravana.”

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Preencha esse campo
Preencha esse campo
Digite um endereço de e-mail válido.
Você precisa concordar com os termos para prosseguir