
Durante a cerimônia de assinatura do contrato de cooperação entre a Ulbra e o Grupo de Apoio a Medicina Preventiva e à Saúde Pública (Gamp), a equipe de reportagem do jornal O Timoneiro conversou com o presidente do Conselho Executivo do Gamp Nacional, Cássio Santos. Na conversa, o gestor falou sobre como encara o cenário encontrado nos hospitais que eram antes geridos pelo grupo Mãe de Deus.
A respeito do motivo de levar a público os problemas deixados pelos antigos gestores, Cássio explica: “Não existe nenhum atrito com o grupo anterior. A gestão boa é aquela que você enxerga e olha para frente, não podemos ser um caranguejo e olhar para trás. A dificuldade que nos ocasionou é passado. Mas eu preciso apresentar toda a situação para o Ministério Público e para o Tribunal de Contas do Estado. Senão, no dia que eu for entregar isso aqui, vão falar que foi um respingo nosso. Então nós temos que demonstrar. O que nós queremos, expondo essas situações, é a segurança que não seremos penalizados, enquanto OS, daqui três ou quatro anos, por algo que já estava errado antes da nossa gestão”.
Questionado a respeito do motivo pelo qual até agora só se tem falado dos problemas do HU, Cássio explica que o HPSC também precisará de um grande investimento: “Sim, o HPSC é um desafio diferente, em outro lote do contrato. Nós primeiro estamos fazendo esta organização aqui no Hospital Universitário e logo teremos esta tarefa de diagnosticar e organizar tudo por lá também. É um desafio interessante para o nosso corpo técnico. Aqui no HU é um pouco mais trabalhoso, mas lá a parte estrutural está realmente mais sucateada e teremos que fazer um investimento direto”.