O Horário Brasileiro de Verão 2016/2017 chega ao fim neste sábado, dia 18 de fevereiro. Em vigor desde outubro do ano passado, a medida tem o objetivo de diminuir a demanda por energia elétrica do Sistema Interligado Nacional no horário de ponta, das 19 às 22 horas. Essa possibilidade é viável porque a energia elétrica passa a ser usada mais tarde, devido ao adiamento dos relógios em uma hora.

Na prática, a meta é não haver coincidência de maior uso da energia com o consumo existente ao longo do dia pelo comércio e pela indústria, uma demanda que reduz substancialmente após 18h, fim do expediente. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (NOS) planejou uma redução de aproximadamente 4,5% de demanda no horário de ponta no Rio Grande do Sul, o que significa aproximadamente 220 MW. Embora esses números ainda não tenham sido confirmados pelo ONS, a aplicação do horário de verão na área de concessão da RGE Sul, que atende 118 municípios, ficou dentro do projetado, com uma economia de 90 MW.

A redução real de consumo na área da RGE Sul foi de 0,5%. Essa redução equivale ao consumo residencial de uma cidade de 35 a 40 mil habitantes, como Itaqui ou Rosário do Sul na Fronteira Oeste, considerando-se o horário de ponta no período em que vigora o Horário de Verão.

A previsão do governo é que o Horário de Verão deste ano resulte em uma economia de R$ 147,5 milhões, por causa da redução do uso de energia de termelétricas. Na edição anterior (2015/2016), a adoção do horário de verão possibilitou uma economia de R$ 162 milhões.

Horário de verão

A mudança de horário é adotada no Brasil desde 1931, e visa proporcionar uma economia de energia para o país, com um menor consumo no horário de pico (das 18h às 21h), pelo aproveitamento maior da luminosidade natural. Com isso, o uso de energia gerada por termelétricas pode ser evitado, reduzindo o custo da geração de eletricidade.

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