O coordenador do Zoológico de Canoas, veterinário Elisandro Oliveira dos Santos, esclarece à população sobre a transmissão da febre amarela. A confirmação de casos da doença em Minas Gerais e a suspeita no Espírito Santo deixam as autoridades em alerta. Além disso, recentemente houve relatos de bugios atacados no Rio Grande do Sul.

O veterinário Elisandro Oliveira dos Santos destaca que quem transmite a febre amarela é o mosquito, e não o macaco. Atualmente, o Zoológico de Canoas tem nove bugios.
“A confusão acontece porque, quando o vírus começa a circular em uma região, os bugios começam a morrer, eles são mais sensíveis. Quando isso acontece, é o primeiro sinal da circulação do vírus e um alerta para as pessoas se prevenirem”, explica o coordenador do Zoológico de Canoas.

A transmissão da febre amarela normalmente ocorre em áreas silvestres, rurais ou de mata. Os casos em seres humanos acontecem quando uma pessoa não vacinada vai a uma dessas regiões e é picada por um mosquito contaminado, dos gêneros Haemagogus e Sabethes. Em zonas urbanas, o vírus é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, mas isso não ocorre no Brasil desde 1942.

Alerta epidemiológico
O Centro Estadual de Vigilância em Saúde emitiu uma alerta epidemiológico sobre a febre amarela. O governo do Estado lembra que houve surto no Rio Grande do Sul entre 2008 e 2009, quando foram registrados 21 casos da doença em humanos, além da morte de macacos, principal hospedeiro e vítima da febre amarela.

Desde lá, não foram notificados novos casos no Estado. No entanto, a Vigilância em Saúde recomenda a atualização vacinal da população sem vacina ou com esquema incompleto.

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus. Os principais sintomas são febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias.

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