logoNa última edição de O Timoneiro, profissionais do Centro de Capacitação, Educação Inclusiva e Acessibilidade de Canoas (Ceia) relataram más condições de trabalho e citaram problemas na divisão de espaços com a Adevic. As duas instituições funcionam no mesmo terreno, na Rua Rio de Janeiro, 360, no bairro Mathias Velho. A Adevic, após a publicação da matéria, procurou a redação para contar o seu lado da história.

O presidente da Adevic, José Antonio Guimarães, informa que a construção do novo prédio do Ceia foi realizada através dos Orçamentos Participativos de 2010 e 2011. “A conquista, é importante lembrar, foi da Adevic, pois foi a instituição que se mobilizou para tal”. Guimarães afirma que a entidade não divide espaço com o Ceia. “Cada instituição têm seu espaço e nós abrimos mão, no OP, em favor do Ceia”, diz o presidente.

José Antonio Guimarães comenta que não consegue entender como o Ceia está perdendo espaço para a Adevic. “O Ceia tem oito salas, mais cozinha, mais dois setores de banheiros em pleno funcionamento e outra sala de atividades. Onde é que estamos tomando o espaço deles?”, questiona.

Um dos relatos de profissionais do Ceia fez referência aos equipamentos utilizados pela Adevic. O presidente defende que todos os materiais, como ar-condicionado, internet e carro foram conquistados pela entidade através de projetos. “Acho que estão se misturando as coisas. Não dá pra entender o que foi dito”, disse Guimarães.

“Me parece que isso deixa transparecer uma certa perseguição com uma ONG que presta atendimento especializado e serve de referência não só em Canoas, como em toda a região.” concluiu José Antonio.

Vice-presidente relata problemas

O espaço ocupado pela Adevic é o antigo prédio da Escola Rio de Janeiro. O local tem mais de 30 anos de existência. “A Adevic reformou e pintou o prédio através de projetos” disse o vice-presidente da Adevic, Eri Domingues. Ele ainda ressaltou que a entidade também passa por problemas estruturais, potencializados pelos temporais recentes. “Tivemos que erguer o piso, pois se perdeu muito material nas enchentes. Atualmente, o prédio tem goteiras, infiltrações. Por isso já estão programadas novas reformas”, disse. Ainda conforme Eri, a Associação atende aproximadamente 300 pessoas e suas famílias há mais de 20 anos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Preencha esse campo
Preencha esse campo
Digite um endereço de e-mail válido.
Você precisa concordar com os termos para prosseguir