
A Casa dos Rosa e seu grande pátio, localizados na Avenida Victor Barreto, foram reinaugurados como um parque na última quinta-feira, 10. Na mesma data, também foi entregue à comunidade a reforma da Antiga Estação de Trem, que fica em frente ao Parque dos Rosa, e que será o espaço para ensaios e apresentações de grupos de teatro, música e dança.
Reforma
No trabalho de restauro e reforma da Casa dos Rosa, iniciado em 2016, foram investidos R$ 2.163.886,42, com recursos do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF). O projeto executivo e arquitetônico leva a assinatura da Kiefer Arquitetos, e as obras ficaram a cargo da Interativa Construções. Toda a obra contou com o acompanhamento do Escritório de Engenharia e Arquitetura do município.
Utilização
A Casa, com um total de 508m², passa a abrigar o acervo do Museu Municipal Hugo Simões Lagranha e também conta com salas multimídia para exposições e um café com vista ampla para os jardins que compõem o Parque dos Rosa. A primeira exposição que pode ser conferida é “Casa dos Rosa – Fragmentos (1894-2016)”, com curadoria de Yara Balboni e de Rafael Muniz, que mostra um pouco da Casa antes do restauro, a partir de fragmentos de parte da construção que dialogam com fotografias de Israel Tavares Boff. As imagens fazem parte de uma extensa pesquisa, realizada por Boff, à respeito da história da Casa.
O Parque dos Rosa também conta com uma obra de arte feita especialmente para o espaço: duas esculturas assinadas pelo artista plástico Pedro Girardello, localizadas no jardim em frente à Casa.
História
A Casa dos Rosa foi construída em estilo “chalé de chácara”, com telhas francesas e adornos lambrequins em sua composição original. É datada do início dos anos 1900, sendo a construção mais antiga da cidade. A urbanização de Canoas se deu a partir da transformação de grandes áreas de terras da Fazenda do Gravataí, adquiridas por abastadas famílias de Porto Alegre. O lote número 1 foi adquirido por Antônio Lourenço Rosa, em 27 de junho de 1894. A residência, conhecida como a “chácara da família Rosa”, era um local aprazível em meio à densa vegetação nativa da região. Durante sua história, o imóvel sofreu dois incêndios que quase destruíram a residência. Em julho de 2009, a construção foi tombada como Patrimônio Cultural do município.