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A greve dos bancários já atingiu marcas históricas. Até a quinta-feira, 22, completou 17 dias em greve com 13.398 agências fechadas. Os bancários intensificaram a greve em todo o país em resposta ao que chamam de “silêncio intransigente dos banqueiros”. No seu entendimento, eles se negam a retomar as negociações e apresentar outras propostas.  Na quarta-feira, 21, na área de abrangência do SindBancários, 297 agências ficaram fechadas, totalizando 982 em todo o Rio Grande do Sul.

A agenda do sindicato tem atividades até a segunda-feira. Na sexta-feira, 23, haverá panfleteação de carta aberta à população às 8h30min e, ao meio-dia, um almoço coletivo dos bancários, na Casa dos Bancários (General Câmara, 424, Centro Histórico de Porto Alegre). Na Segunda, dia 26, às 8h30min, saída dos Piquetes Móveis de fortalecimento da Greve da Casa dos Bancários. As 11 horas realizarão um ato de repúdio à Ordem dos Advogados do Brasil, subseção gaúcha e, às 14 horas, uma assembleia de organização da greve na Casa dos Bancários.

Para o diretor do SindiBancários, Célio Santos, a adesão em Canoas é boa. “Canoas, Esteio, Nova Santa Rita e Sapucaia do Sul, que é a nossa região, são 56 agências fechadas, considerando bancos públicos e privados e mais duas atendendo parcialmente. Ao todo são 58 agências na região”, relata. Para ele, o aviso antecipado da greve ajudou a não causar prejuízos à população. “Até o início da greve foi amplamente divulgado em jornais, rádios e a população correu para os bancos. Foi bastante movimento e hoje, durante a greve, não houveram problemas exagerados de confusão com os clientes. Os caixas eletrônicos também estão funcionando”, conta.

 

OAB critica

A OAB/RS ajuizou ação na Justiça do Trabalho pedindo que os bancos mantenham o atendimento mínimo de 30% “às partes e advogados, nos Foros de todo o Estado, durante o movimento grevista”. A ação foi distribuída na sexta-feira, 16, por sorteio, ao juiz Guilherme da Rocha Zambrano, nome que a Ordem pediu que se nomeasse impedido já que possui uma ação judicial contra a Ordem gaúcha.

O presidente, Ricardo Breier, enfatizou que a advocacia e a cidadania estão sofrendo prejuízos pela demora da apreciação. “Importantes perdas estão sendo impostas aos cidadãos por causa da demora da prestação jurisdicional neste assunto, ainda mais em razão de que o magistrado deveria se declarar de plano impedido, por estar litingando judicialmente contra a OAB/RS”, disse.

 

Bancários repudiam

Em uma extensa nota de repúdio a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) disse que “recebeu com indignação a notícia de que seccionais estaduais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) estariam impetrando ações com pedido de liminar corporativista na Justiça do Trabalho, tendo como réus Sindicatos de Bancários”. Segundo a nota, “as ações pretendem decisões liminares para garantir a advogados o direito de adentrarem nas agências bancárias para receberem o pagamento de alvarás judiciais”.

A confederação reafirmou seu respeito pela Ordem e pela sua história, “mesmo nos momentos em que divergimos de suas posições” e disse que aceitaria as determinações legais, “mas não passivamente. Estamos buscando os recursos legais cabíveis diante da casuística postura corporativista travestida de nobre preocupação social. Por culpa dos banqueiros a greve continua. Nossa greve é justa, nossas reivindicações são justas e os bancos podem atendê-las”, concluiu a nota.

 

Principais reivindicações dos bancários

Reajuste salarial: reposição da inflação (9,62%) mais 5% de aumento real;

PLR: Três salários mais R$8.317,90;

Piso: R$ 3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último);

Vale alimentação: No valor de R$ 880,00 ao mês;

Vale refeição: No valor de R$ 880,00 ao mês;

13ª cesta e auxílio-creche/babá: No valor de R$ 880,00 ao mês;

Melhores condições de trabalho: Com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários;

Emprego: Fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas;

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): Para todos os bancários;

Auxílio-educação: Pagamento para graduação e pós;

Prevenção contra assaltos e sequestros: Permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.

Igualdade de oportunidades: Fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

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