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A Prefeitura acerta na sua nova manobra de doar terrenos para a construção de casas para agentes da polícia em serviço no município, o que auxiliará centenas de policiais, sejam eles civis, militares, dos institutos ou da Guarda Municipal. Terão aqui uma casa para chamar de sua e viver com tranquilidade com suas famílias, a exemplo do que já ocorre na vila militar do V COMAR.

É verdade que o prefeito trouxe para cá um presídio que ninguém queria. Gastou milhões com isso e todos aguardam o resultado da bomba relógio que nos avizinha. Mas é louvável que ao menos se tentou, assim como se tentou com o caríssimo Shotspotter de R$ 58 mil do Guajuviras que agora se encontra desinstalado por falta de dinheiro para a manutenção mensal de R$ 2 mil. Se tenta agora e que, desta vez, esperamos que traga soluções. As tentativas são válidas, mas estamos cansando de tantas soluções mirabolantemente caras que não trazem resultado nenhum além do esvaziamento dos cofres públicos. O que nos tranquiliza é que dessa vez, sobretudo porque se ouviram os especialistas: os policiais. É um projeto que emana deles e a Prefeitura não pode tomá-lo para si.

A grande verdade é que os que estão nesta administração precisam, urgentemente, dar um jeito no seu complexo de português. Sim, acham que descobriram tudo e que nada havia aqui quando chegaram. Falam em problemas e projetos que estão prontos há 10, 20, 50 anos como se fossem uma iniciativa do seu mandato. Parem. Está feio. Ninguém gosta de quem se apropria das ideias alheias. No Calçadão se perdeu a placa de Ludwig, quem na verdade o instalou, pois a placa da reforma é mais importante e não sobrou espaço para o nome do antigo prefeito.

A Antiga Estação Férrea nasceu de novo depois de uma pinturinha cara (e olha que nem é a cor original). A Casa dos Rosa, abandonada assim como a casa de Fioravante Milanez, agora é marco histórico. A Fazenda Guajuviras e a Vila Mimosa, que sofreram verdadeiros crimes ambientais, tem nos releases oficiais um destaque que não se vê nas ruas. O Prefeito diz que vai fazer túnel, rebaixar o trem como diziam Lagranha e Giacomazzi antes mesmo de Jairo Jorge virar político. Mas não são citados. Pelo contrário. O que se busca é ofuscar as luzes alheias para que apenas uma estrela brilhe no final.

Parem de fazer de um ato isolado que afeta meia duzia de pessoas uma política pública de nível nacional. Não deu certo. Para, prefeito, que todos já perceberam e está feio.

 

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