
Sinara Dutra
Reivindicando a reposição integral das perdas causas pela inflação (9,83%, segundo acumulado no INPC entre maio/2015 e abril/2016). Os proprietários das empresas, segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Rio Grande do Sul, oferecem o mesmo índice retroativo a 1º de maio de 2016, porém parcelado em três vezes, sendo 3% retroativo a maio, 1,5% em setembro e o restante para completar os 9,83% em dezembro.
A primeira paralisação ocorreu na empresa AGCO, que trabalha com desenvolvimento, fabricação e distribuição de equipamentos agrícolas, onde os funcionários paralisaram as atividades na madrugada desta terça-feira, 26. Uma assembleia ocorreu na quarta-feira, 20, para analisar a proposta patronal, mas foi rejeitada. “Enquanto a categoria reivindica a reposição em maio/2016 das perdas inflacionárias entre maio/2015 e abril/2016 (9,83%), os patrões oferecem este reajuste em três vezes: 3 % retroativos a maio, 1,5% em setembro e o restante para completar os 9,83%, em dezembro, no limite de salários até R$ 5.500,00”, informou o sindicato.
O objetivo da greve, segundo o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Canoas e Nova Santa Rita (STIMMMEC) “é forçar a reabertura das negociações para conquistar a reposição dos 9,83% retroativos a maio/2016 ou, na pior das hipóteses, melhorar a proposta salarial. Caso os patrões se mantenham irredutíveis, é possível que a questão vá para dissídio, ou seja, para o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que buscará conciliação ou julgará o dissídio caso não aconteça acordo, o que pode estender a campanha salarial por mais alguns meses”, informa.
O presidente do Simecan, Roberto Machemer, informou que uma nova assembleia foi marcada para esta tarde após novas propostas. “Nós sentamos ontem e tentamos fazer uma mediação no TRT (Tribunal Regional do Trabalho). A proposta que tinha sido inicialmente aceita por ele não foi mais. Eles não aceitaram a proposta que eles mesmos proporam”, disse.