Reunião na UBS União. Foto: PMC
Reunião na UBS União. Foto: PMC

 

Na tarde da segunda-feira, 25, a Prefeitura de Canoas anunciou que, em até 60 dias, todas as 28 Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade receberão um “botão do pânico”, com acionamento de alerta no Centro Integrado de Comando e Controle de Canoas.

A motivação, segundo o órgão, foi após dois homens armados assaltarem a UBS União, no bairro Mathias Velho, na quinta-feira, 21. Conforme informou, assaltantes entraram na unidade e sentaram-se como se fossem usuários, não tendo sequer chamado a atenção dos vizinhos. A prefeitura acredita que este tenha sido a primeira ocorrência deste porte – com utilização de arma de fogo – em um equipamento de saúde.

Outra medida tomada foi a realização de uma reunião, no dia seguinte ao episódio, com representantes das Secretarias Municipais de Saúde (SMS), de Segurança Pública e Cidadania (SSPC), da Brigada Militar (BM), Conselho Local de Saúde e a comunidade civil. O encontro aconteceu na própria UBS União, que não parou de funcionar, a fim de buscar ações para que episódios como este não voltem a acontecer. Deste encontro, saiu a proposição, também, de implantar câmeras fixas dentro das unidades, conectadas à Central de Monitoramento.

Uma enfermeira que preferiu não ser identificada informou à equipe de reportagem que os assaltantes levaram apenas pertences pessoas de três funcionários que trabalhavam no local e três pacientes que aguardavam o atendimento e que a estrutura parou apenas na sexta-feira, 22, já retornando ao funcionamento. “Inclusive tinha guardas aqui na frente, mas só na sexta- feita. Agora não te mais”, reclama lembrando que agentes da Guarda Municipal e da BM chegaram a ficar na unidade, mas apenas no dia após o incidente.

A respeito do botão de emergência, não acredita que a solução chega rápido. “Está muito longe disso. Não tem nem a rede”, comenta. Segundo relatos as pessoas foram amarradas e levadas para uma sala, onde ficaram trancadas por cerca de 40 minutos, o tempo de ação dos criminosos. Até o momento, a Prefeitura não sabe confirmar se alguém foi preso.

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