Foto: Bruno Lara/OT
Foto: Bruno Lara/OT

 

Carta do Mercado de Trabalho divulgada pelo Observatório Unilasalle no dia 25 de maio deste ano apresenta saldo positivo no número de pessoas contratadas no mercado formal no município de Canoas no mês de abril. Os dados têm como fontes de registros administrativos do Cadastro Feral de Emprego e Desemprego (CAGED) disponibilizados pelo Ministério do Trabalho.

Em Canoas, levando em consideração os setores de extrativa mineral, indústria da transformação, serviços industriais e utilidade pública, construção civil, comércio, serviços, administração pública e agropecuária, foram 2.982 desligamentos e 3.434 admissões, um saldo de 452 pessoas a mais empregadas do que demitidas. “Canoas registrou saldo líquido positivo, entre admissões e demissões, no mês de abril de 2016, com a ampliação de 70 postos de trabalho. O setor da Construção Civil (451) foi o que mais abriu postos de trabalho e a Indústria de Transformação foi a que mais fechou vagas com 185 postos de trabalho”, explica a carta.

Neste ano o município também tem saldo positivo com 94 vagas criadas a mais do que os que os postos perdidos. Na avaliação feita nos últimos 12 meses, ou seja, se março de 2015 a abril 2016, a diferença é superior, inclusive, ao total de admitidos em abril deste ano. A diferença entre admitidos e demitidos foi de 3.751 vagas a menos. Os novos dados, entretanto, representam uma curva positiva na cidade.

Na fila

A fila do FGTAS/SINE amanheceu com grande número de pessoas no centro de Canoas na sexta-feira, 17. Com sede na esquina das ruas Ipiranga e Cândido Machado, a agência da Fundação Gaúcha de Trabalho e Ação Social (FGTAS) teve sua fila estendida até a rua Gonçalves Dias, dando a volta na quadra.

Para uma jovem de 18 anos que foi ao local em busca do primeiro emprego, que não quis ser identificada, eram 36 vagas disponíveis para mais de 400 pessoas que aguardavam uma oportunidade. “Nós contamos”, diz ela. “As vagas que têm são pra quem tem mais qualificação. A gente chegou as 6 horas da manhã e pegamos a ficha 92. Tem gente que dormiu aqui”, relata.

Para a moradora do bairro Estância Velha, a oportunidade não passa de um teatro governamental. “Isso aqui é só pra dizer que estão fazendo algo pelas pessoas”, desabafa. Segundo ela, por volta das 9 horas da manhã desta quinta-feira, 150 aguardavam atendimento dentro da sede. “Eles estão dizendo que quem não se encaixa no que estão pedindo, pode ir embora. E ainda estão dando palestra de motivação”, conclui.

O dia 17 de junho foi a data escolhida pela Fundação para dar início ao programa “Empregar RS” que, segundo o portal da entidade na internet, possui 3,4 mil vagas de emprego em 77 município gaúchos.

Estado em baixa

No Rio Grande do Sul a situação ainda é de declínio. Somente em abril foram 95.888 desligamentos. As admissões, 88.505 no mês, deixam o estado com saldo negativo em 7.383 vagas. Isso vai a contramão ao saldo anual que é positivo (11.437), mas segue a tendência dos últimos 12 meses, onde o mesmo tem saldo negativo em 101.553 postos.

Isso representou, segundo o Unilassale, uma queda de 0,28% sobre o estoque de empregos do mês anterior. “O setor da Administração Pública (40) foi o que mais abriu postos de trabalho e a Indústria de Transformação (9.988) foi o setor que mais fechou vagas”, aponta. Uma discrepância de milhares de postos entre o que mais abriu e o que mais fechou vagas.

País pior ainda

No Brasil inteiro a situação não é diferente. Em abril foram 1.258.970 admitidos e 1.321.814 demitidos, o que deixa o país com saldo negativo de 62.844 vagas. Neste ano o saldo é também negativo, de 378.481 vagas. Nos últimos 12 meses, de março de 2015 a abril de 2016, o saldo é ainda mais assustador: 1.825.609 negativos. A agropecuária foi o que mais abriu postos (8.051) e o Comércio (30.507) foi o que mais fechou postos de trabalho.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Preencha esse campo
Preencha esse campo
Digite um endereço de e-mail válido.
Você precisa concordar com os termos para prosseguir