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O grupo AES Brasil anunciou, na manhã desta quinta-feira, a venda da distribuidora AES Sul, que atua em Canoas e outros 117 municípios do Rio Grande do Sul e é responsável por 30% da energia consumida no Estado, fornecendo energia para 1,3 milhão de clientes. A empresa foi vendida para a CPFL Energia em conjunto com o grupo americano The AES Corporation por R$ 1,7 bilhão.

Este acordo depende de aprovação da Aneel, do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e de credores da AES Sul. A mudança acionária está prevista para acontecer até o fim deste ano. Até lá, a AES continuará operando a distribuidora.​​​

A CPFL Energia, maior grupo privado do setor elétrico brasileiro, já opera a RGE, anunciou que pagará o valor de R$ 1,4 bilhão pela totalidade das ações da AES Sul, que será acrescido de um montante de R$ 295,4 milhões referente a um aumento de capital realizado pela AES Corp. na concessionária gaúcha, totalizando R$ 1,7 bilhão. A transação também está sujeita a ajustes de capital de giro e dívida líquida em até 45 dias do fechamento do negócio.

“O acordo para a compra da AES Sul está em linha com a nossa estratégia de crescer no setor de distribuição, capturando ganhos de escala para as nossas operações e criando valor para os nossos stakeholders”, afirma Wilson Ferreira Junior, presidente da CPFL Energia.

Com a operação, a CPFL Energia amplia sua presença no segmento de distribuição de energia no Brasil, consolidando a sua posição de liderança neste mercado. Hoje, o grupo detém 13% do mercado nacional de distribuição, fornecendo energia para 7,8 milhões de consumidores em 571 municípios nos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais por meio de oito concessionárias. Com a compra da AES Sul, o seu market share neste mercado alcançará 14,3%.

Após a conclusão do negócio, a CPFL Energia será responsável por fornecer energia para 382 dos 497 munícipios do Rio Grande do Sul, consolidando a sua posição de parceiro para o desenvolvimento socioeconômico do Estado. Essa parceria já vem desde 2001, com a construção das hidrelétricas Foz do Chapecó, Barra Grande e as do Complexo Ceran e, mais recentemente, com a implementação de parques eólicos da CPFL Renováveis.

A compra da AES Sul marca a quarta aquisição do Grupo no setor de distribuição nos últimos 10 anos. Anteriormente, a companhia havia comprado a própria RGE (2006), a CPFL Santa Cruz (2006) e a CPFL Jaguariúna (2007), essas duas últimas localizadas no interior de São Paulo.

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