O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) realizou, na noite desta quarta-feira, 18, reunião plenária extraordinária e decidiu pela interdição ética parcial do trabalho médico no Hospital Universitário (HU) de Canoas.
Pela decisão, está proibido, a partir das 11 horas de sexta-feira, 20, o trabalho médico e ficam suspensas novas internações e atendimentos no centro obstétrico e sala de parto, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal, no alojamento conjunto e na internação pediátrica.
Segundo a entidade, a interdição é resultado de meses de fiscalizações que constataram a persistência de irregularidades graves, como a falta de médicos e de materiais, e a omissão da empresa gestora, a Associação Saúde em Movimento (ASM), em solucionar os problemas.
“A medida busca proteger a população do que o Cremers classifica como ‘abandono assistencial institucionalizado’ e garantir as condições mínimas para o exercício seguro da Medicina”.
Em nota, a ASM informa que ainda não foi intimada da decisão do Cremers, mas que “acatará respeitosamente”. A instituição salienta, ainda, que “os argumentos da defesa entregue em 16/02, os quais acredita não terem sido devidamente analisados” e que “não houve desassistência hospitalar no período fiscalizado”.
A gestora afirma, ainda, que “a interdição cautelar exige risco irreversível e ineficácia de medidas menos gravosas, hipóteses não aventadas pelo órgão” e que “até sexta-feira, 20, prestará informações atualizadas sobre as medidas adotadas, apresentando as escalas completas de fevereiro e março, ao que requererá a integral revisão do ato administrativo”.