Até a última quinta-feira, 22, o Rio Grande do Sul já contabilizava sete feminicídios registrados somente no mês de janeiro. A sequência de crimes foi ampliada no fim de semana, com dois novos casos ocorridos em Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre, e em Tramandaí, no Litoral Norte do Estado.
Na madrugada de sábado, 24, uma mulher de 30 anos foi morta a facadas dentro de casa, em Novo Hamburgo. Segundo a Brigada Militar, a vítima estava na residência com as duas filhas, uma adolescente de 12 anos e um bebê de 8 meses. O principal suspeito é o companheiro da mulher, de 31 anos, que fugiu antes da chegada da guarnição.
A faca supostamente utilizada no crime foi localizada no interior do imóvel. O Serviço de Atendimento Médico de Urgência foi acionado e constatou a morte no local. A área foi isolada para os trabalhos do Instituto-Geral de Perícias, e a Polícia Civil investiga o caso como feminicídio. Conforme a polícia, o suspeito já havia sido investigado por uma suposta agressão contra a vítima em 2024.
O segundo caso foi registrado na manhã deste domingo, 25, em Tramandaí. Uma mulher de 25 anos foi morta a facadas na Rua Rebouças, no bairro São Francisco. A Brigada Militar foi acionada por volta das 6h30, após vizinhos relatarem gritos vindos da residência do casal, que morava no local havia cerca de três meses.
Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram a vítima já sem vida, com ferimentos causados por arma branca. O companheiro da mulher, também de 25 anos, tentou fugir pelo telhado e por pátios de casas vizinhas ao perceber a presença policial, causando danos à estrutura de imóveis. Durante a fuga, ele sofreu cortes e escoriações, mas foi cercado e preso com o apoio de outras viaturas.
Duas crianças, de 2 e 5 anos, filhas da vítima, estavam dentro da casa no momento do crime. O Conselho Tutelar foi acionado e adotou as medidas necessárias para garantir a proteção e o encaminhamento das meninas.
O suspeito foi levado para atendimento médico e, depois, apresentado na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento. O caso é tratado como feminicídio. A área foi isolada para o trabalho da perícia, e a Polícia Civil segue responsável pela investigação.
Em ambos os casos, nomes das vítimas e dos suspeitos não foram divulgados.