A Guarda Municipal de Canoas (GMC) participou, na última sexta-feira, 5, da 1ª Turma de Ambientação em Aeronave Policial, realizada no hangar da Polícia Civil, em Porto Alegre. A capacitação reuniu 15 operadores da corporação e foi ministrada pelo Departamento de Aviação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, em uma ação conjunta voltada ao fortalecimento da integração entre as forças de segurança.

O treinamento teve como foco a qualificação técnica dos agentes e a padronização de procedimentos essenciais relacionados à atuação junto a aeronaves policiais. Entre os conteúdos abordados estiveram noções de segurança para pousos de emergência, aproximação adequada de helicópteros, isolamento de áreas, além de procedimentos básicos de resgate e transporte de feridos, fundamentais em situações de emergência e grandes operações.

Durante a instrução, operadores aerotáticos do Departamento de Aviação, sob coordenação do responsável pelo núcleo de instruções, comissário Dionel Gabana de Souza, também promoveram uma atividade prática de rapel, realizada em ambiente seguro e controlado, permitindo aos guardas municipais o contato direto com técnicas utilizadas em operações aéreas especiais.

A capacitação contou ainda com a presença do diretor do Departamento de Aviação, delegado Carlos Iglesias Junior, da escrivã Camila Meggiolaro dos Santos, primeira mulher piloto de helicóptero das forças de segurança do Rio Grande do Sul, além de outros operadores que apresentaram equipamentos, rotinas operacionais e procedimentos específicos da aviação policial.

Para o supervisor da Guarda canoense, Luciano Ferraz Ribeiro, a qualificação reflete diretamente a experiência recente vivida pelo município, durante as enchentes de maio do ano passado.

“Após os eventos climáticos extremos enfrentados pela cidade em 2024, ficou evidente a importância estratégica do Departamento de Aviação nas ações de resposta e salvamento. Preparar a Guarda Municipal para atuar de forma integrada com essas equipes é investir em eficiência, segurança e preservação de vidas”, destaca.

Já o inspetor regional Ulysses Guilherme Oliveira Bennech destaca o caráter técnico e preventivo da instrução.

“Saber isolar corretamente uma área de pouso e evitar aproximações equivocadas de um helicóptero não é apenas uma questão operacional, é uma medida de segurança vital para os operadores e para a população. Esse tipo de conhecimento faz diferença em ocorrências reais”, opina.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Preencha esse campo
Preencha esse campo
Digite um endereço de e-mail válido.
Você precisa concordar com os termos para prosseguir