A Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG-RS) apresentou, na manhã de terça-feira, 2, um panorama das principais pautas relacionadas à agricultura e à pecuária familiar. Durante a coletiva de imprensa, conduzida pelo presidente Carlos Joel da Silva, pela diretoria e pelo secretário-executivo Kaliton Prestes, foram expostos os pontos que marcaram 2025 e os desafios projetados para 2026.
Entre os temas tratados, a entidade destacou a previsão de intensificação do fenômeno La Niña e seus possíveis impactos climáticos. Também foram abordadas as dificuldades enfrentadas por cadeias produtivas como trigo, leite e arroz, que registraram queda nos preços e redução na renda das famílias produtoras.
A FETAG-RS demonstrou preocupação com a retração no acesso ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Em 2025, o número de operações caiu 29%, cenário que, segundo a Federação, evidencia a necessidade de revisão e ampliação do crédito rural. Outro ponto citado foi a limitação das políticas de seguro rural e do Proagro, cuja cobertura atinge apenas cerca de 10% da área agrícola do estado.
O papel econômico da agricultura familiar também esteve em pauta. Conforme apresentado pela entidade, o setor responde por 40,4% do Valor Bruto da Produção (VBP) do Rio Grande do Sul, reforçando a importância de políticas estruturantes e de apoio contínuo ao segmento.
A coletiva ainda tratou da situação da regularização fundiária no estado. De acordo com a FETAG-RS, milhares de famílias seguem impedidas de acessar crédito rural e programas de incentivo por falta de documentação, o que compromete investimentos, sucessão familiar e desenvolvimento das propriedades.
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