A Polícia Civil indiciou a ex-secretária de Bem-Estar Animal de Canoas, Paula Lopes, o marido dela, Marcelo Vieira, e a veterinária responsável técnica da pasta, Tainara Harth, por envolvimento em um suposto esquema de eutanásia de animais. A investigação aponta que os procedimentos eram realizados de forma irregular com o objetivo de reduzir custos e atingir metas da secretaria.

De acordo com o inquérito, 498 animais foram sacrificados em um período de 8 meses, número considerado

“uma matança desmedida” pela polícia.

Para efeito de comparação, em todo o ano de 2024, quando a gestão da secretaria era diferente, foram registradas 354 eutanásias, mesmo diante da alta demanda provocada pela enchente que atingiu o Rio Grande do Sul.

Paula Lopes foi indiciada por associação criminosa, maus-tratos e falsidade ideológica. Ela já havia sido exonerada do cargo. Marcelo Vieira, que não ocupava função pública, mas prestava serviços à secretaria, responderá por associação criminosa. Já Tainara Harth, veterinária terceirizada, foi indiciada por falsidade ideológica, maus-tratos e associação criminosa, e está afastada das atividades pela prefeitura.

Os três investigados vão responder aos processos em liberdade, uma vez que, segundo a Polícia Civil, não há indícios de risco de fuga.

A defesa de Paula Lopes informou que ainda não foi notificada sobre o indiciamento e que não teve acesso aos autos do inquérito. As defesas de Marcelo Vieira e Tainara Harth ainda não se manifestaram.

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