
A Diretoria Executiva do Partido dos Trabalhadores (PT) no estado do Rio Grande do Sul determinou na última segunda-feira, 2, que os diretórios municipais estão proibidos de homologar alianças com as siglas que disseram sim ao impedimento da presidente Dilma Rousseff (PT), deixando claro que se o fizerem a coligação não será homologada.
Conforme informou a nota, as uniões municipais deverão ser consolidadas com legendas que compõem a Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo: PCdoB, PSOL, PCO e PDT.
Em Canoas o partido do prefeito Jairo Jorge articulava para coligar com o Partido Republicano Brasileiro (PRB) para apoiar Beth Colombo ao Executivo do município, pré-candidata que saiu do Partido Progressista após 44 anos de militância para que com o apoio do prefeito petista e Mário Cardoso como vice na chapa pudesse tentar a Prefeitura. Os presidentes Emílio Neto (PT), e Leonardo Kovalew (PRB) vinham afirmando que as decisões nacionais e estaduais não interferiam na decisão dos diretórios na cidade.
Com a alteração, o PT de Canoas fica obrigado a coligar apenas com partidos como o PCdoB, representado na Câmara de Vereadores do Aloísio Bamberg, com o PSOL do pré-candidato Paulo Sérgio, com o PDT de Dário, de Dr. Walmor e de Dr. Marcos Ronchetti na Câmara, ou com o PCO que não tem representação no Legislativo canoense.
O documento se refere aos partidos que apoiam o impeachment como “forças golpistas” e orienta os líderes para a mudança. “Portanto, a Executiva Estadual, ad referendum do Diretório Estadual que ocorrerá em 21 de maio próximo, resolve e orienta aos diretórios municipais, que alianças com aqueles que apoiaram o golpe não serão homologadas por esta direção”.
Nota:
“Comissão Executiva do PT/RS aprovou Resolução sobre ‘Orientação sobre a Política de Alianças’ em reunião nesta segunda-feira , 2 de maio.
“A admissão do processo de impeachment pela Câmara dos Deputados representa um golpe contra a Constituição. Viola a legalidade democrática e abre caminho para o surgimento de um governo ilegítimo. Escancara também, o caráter conservador, fundamentalista e fisiológico da maioria parlamentar eleita pelo peso do poder econômico.
“As forças golpistas, provisoriamente vitoriosas, expressam coalizão antipopular e reacionária. Forjada no atropelo à soberania das urnas, aglutina-se ao redor de um programa para restauração conservadora, marcado por ataques às conquistas dos trabalhadores, cortes nos programas sociais, privatização da Petrobras, achatamento dos salários, entrega das riquezas nacionais, retrocessos nos direitos civis e repressão aos movimentos sociais. O programa neoliberal difundido pela cúpula do PMDB, “Uma Ponte para o Futuro”, estampa com nitidez várias destas propostas.
“Tendo clareza deste cenário, a política que deve nortear as composições nas eleições municipais tem que estar em consonância com o enfrentamento e denúncia do golpe, bandeira de todos os lutadores sociais e defensores da democracia. O PT/RS entende que a denúncia do golpe e a defesa da democracia balizarão o processo eleitoral.
“Portanto, a Executiva Estadual, ad referendum do Diretório Estadual que ocorrerá em 21 de maio próximo, resolve e orienta aos diretórios municipais, que alianças com aqueles que apoiaram o golpe não serão homologadas por esta direção.
“As alianças municipais devem ser construídas sobre bases programáticas, abrangendo partidos que compõem a Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo e também setores e personalidade que se posicionaram em defesa da democracia e contra o impeachment.Golpistas não serão aliados do PT!
“Porto Alegre, 2 de maio de 2016
“Comissão Executiva Estadual – PT/RS”