A Estação de Tratamento de Água (ETA) Rio Branco, em Canoas, está usando geradores de hipoclorito de sódio para o tratamento da água, em substituição ao gás cloro. Esta alternativa, desenvolvida na própria estação, mantém a eficácia de desinfecção e oferece um ambiente de trabalho mais seguro, sem os riscos operacionais associados a outros métodos de utilizados em saneamento.

“É um processo limpo e sem emissões tóxicas ao meio ambiente”, destaca o coordenador de qualidade da Corsan, Stiven Lusani.

A mudança faz parte do programa implementada gradualmente pela Corsan em 132 estações de tratamento de água do Rio Grande do Sul. Com investimento de R$ 40 milhões, a mudança beneficia diretamente a rotina dos técnicos, que agora trabalham com produto livre de toxicidade e que favorece também a proteção da natureza.

Lusani explica que o hipoclorito de sódio, diferentemente do gás cloro, não oferece risco no manuseio. “O ambiente de trabalho fica mais seguro. É uma transformação que traz mais confiança e tranquilidade no dia a dia”, diz ele.

O supervisor destaca, ainda, que o hipoclorito traz sustentabilidade, economia e autonomia operacional. “Ao mesmo tempo em que garante para a comunidade uma água tratada com mais confiabilidade, menor risco ambiental e regularidade no abastecimento”, completa.

Como funciona o tratamento

A Corsan produz hipoclorito de sódio de baixa concentração para ser utilizado para desinfecção da água. O processo ocorre por eletrólise, a partir da aplicação de corrente elétrica sobre uma solução de água e sal (cloreto de sódio). O resultado é uma solução de hipoclorito pronta para dosagem.

Outro benefício é a possibilidade de produzir o hipoclorito sob demanda, sem depender de fornecedores externos ou transporte de produtos perigosos.

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