A Prefeitura de Canoas informou que está adotando medidas, em parceria com as gestoras dos serviços de saúde municipais, para assegurar a continuidade e a regularização do atendimento à população.

Em relação à UPA Niterói, a administração municipal está trabalhando em conjunto com o IB Saúde, empresa responsável pela gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da cidade, para restabelecer o atendimento integral a partir da manhã desta quarta-feira, 3.

A Prefeitura notificou formalmente a empresa, exigindo a reposição da escala de profissionais e o cumprimento do contrato vigente. Enquanto isso, os pacientes na UPA Niterói seguem sendo acolhidos pela equipe de enfermagem e passam por avaliação para definição da melhor condução clínica. As demais UPAs — Boqueirão, Rio Branco e Liberty Dick Conter — seguem com atendimento normalizado.

Já no Hospital Universitário (HU), a Prefeitura atua em conjunto com a Associação Saúde em Movimento (ASM), entidade gestora da unidade, para manter a assistência à população. A ASM comprometeu-se a organizar um cronograma de pagamento dos profissionais que atuam no hospital, enquanto o Município trabalha para efetuar os repasses referentes aos serviços prestados.

As ações fazem parte dos esforços da administração municipal para garantir estabilidade e qualidade na rede de atenção à saúde de Canoas.

Entenda o caso

Os médicos que atuam no Hospital Universitário (HU) de Canoas decidiram, por unanimidade, em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) suspender os atendimentos eletivos a partir de 17 de setembro. A votação ocorreu na noite desta segunda-feira, 1º de setembro.

De acordo com informações preliminares, alguns profissionais estão sem receber desde fevereiro. Além dos atrasos, a categoria cobra melhores condições de trabalho. O presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Marcelo Matias, abriu a AGE atualizando a categoria sobre a reunião ocorrida durante a tarde com a secretária municipal de Saúde Ana Boll, onde o assunto foi discutido.

“A situação dos profissionais do HU é inadmissível. A decisão da categoria de paralisar é consequência dos problemas históricos da Saúde de Canoas”, salientou Matias. A Associação Saúde em Movimento (ASM) venceu a concorrência da Prefeitura e assumiu a gestão do hospital em dezembro de 2024.

O retorno ao atendimento integral está condicionado à quitação dos valores em aberto e à melhoria das condições de trabalho. A partir de agora, o Simers informa que irá notificar a direção do HU, o Conselho Regional de Medicina (Cremers) e demais órgãos e entidades. A diretora da Região Metropolitana, Alessandra Felicetti, também participou da assembleia.

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