“‘Cheiro de Enchente’, o mais novo single da Diokane, tem a urgência e a revolta de quem testemunhou um cataclismo climático e sobreviveu para cantar a desgraça”, pontua o jornalista Fábio Schaffner, que atuou na cobertura das inundações de 2024 em pontos diferentes do Rio Grande do Sul.

Lançada na segunda-feira, 18, a música do quarteto porto-alegrense usa a analogia com o ranço sufocante sentido na maior tragédia climática do Estado para criar um relato do que se viu e sentiu durante a enxurrada de horror.

A faixa vem acompanhada de um documentário/clipe com imagens da catástrofe e depoimentos de quem sofreu diretamente as consequências da inundação que não poupou gente nem bicho. Até mesmo as cenas em que a banda aparece tocando tiveram como locação um dos inúmeros locais alagados na capital gaúcha.

Os números reforçam a importância de se manter o episódio na memória para evitar desastre similar no futuro. Foram 478 dos 497 municípios gaúchos atingidos, conforme a Defesa Civil do RS. Houve impactos para cerca de 2,4 milhões de pessoas (entre as que precisaram deixar suas casas e as que tiveram interrupção de serviços), com mais de 180 mortos e 25 desaparecidos. Além disso, o governo do Estado estima cerca de 20 mil animais resgatados.

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