Em razão da enchente de maio de 2024, muitos moradores não retornaram para suas casas e outros se mudaram de cidade. Com isso, de acordo com representantes da Comissão de Moradores dos bairros Fátima e Niterói, a região ficou mais deserta, propiciando aumento da criminalidade.
Foi então que um grupo de sete canoenses (hoje já são nove), oriundos do grupo SOS Notícias do bairro, juntamente com a presidente da Associação de Moradores do bairro Rio Branco, se uniram para reivindicar aos órgãos de segurança pública de Canoas medidas contra a criminalidade.
Enchente
Passado mais de um ano da enchente de 2024, os moradores reclamam que ainda não foram resolvidos os problemas de entupimento da rede pluvial, a parte elétrica das casas de bombas e o conserto definitivo dos diques que romperam na Cassol e na BR 448.
Foi então que se uniu ao movimento o engenheiro Fabio Fanfa, que ficou conhecido no Instagram pelos vídeos em que mostrava a situação dos diques. Nesta ocasião, criou-se uma comissão, incluindo moradores de outros bairros atingidos, para o acompanhamento das obras de reparo e manutenção contra as cheias.
Apesr disso, o grupo afirma que nenhuma vistoria foi feita até o momento presente.
“Estamos cansados e com medo, e a cada chuva, o pânico toma conta da população. Cansamos também de aguardar o repasse da verba do Programa Reconstruir que o Governo Federal já repassou para o governador Eduardo Leite, que não libera para Canoas. Por isso, estaremos convocando os moradores dos bairros Fátima, Rio Branco e os quase mil membros do grupo SOS Fátima para um protesto pacifico, ordeiro e legitimo, nas imediações da Cassol Centerlar, sito a Av.Guilherme Schell 130 – Bairro Rio Branco, em Canoas, no dia 5 de Julho de 2025, às 10 horas da manhã, para que o poder público aja com transparência e celeridade no que se refere às obras do cinturão de proteção do muro da Cassol, reparos, alteamento dos diques de proteção dos bairros Rio Branco, Fátima, Mato Grande e Mathias Velho, o hidrojateamento da rede pluvial em sua totalidade e náo somente paliativamente como foi feito agora pela situação emergencial que enfrentamos na chuva do dia 16 de junho”, destaca a nota da Comissão.