Rótula do bairro Guajuviras. Foto: PMC.
Rótula do bairro Guajuviras. Foto: PMC.

 

Durante o dia, a avenida 17 de abril é a mais movimentada, local onde o comércio se concentra massivamente. Mas isso não muda durante a noite.
Com vida noturna mais ativa até mesmo do que o centro da cidade, o Guajuviras busca se livrar agora de rótulos como o da falta de segurança e de ocupação irregular.

Uma ocupação

Por Conjunto Habitacional Ildo Meneghetti ninguém o conhece. Guajuviras é o nome oficial da ocupação que começou em 17 de abril de 1987 – data homenageada pela avenida.
Originalmente, o bairro possuía 5.974 unidades habitacionais. Prédios no local, construidos há anos, já registravam o crescimento de vegetação no interior daquilo que nem servia mais como moradia.
Carlos Loureno Giacomazzi era o Prefeito, que tomou posse em 1986. Uma vida digna, uma infraestrutura mínima e a autentificação desta área foram fatores construídos entre vizinhos, com uma história de luta que até o presente conta a história da cidade.
“Guajuviras terra da gente”, dizia uma faixa na ocupação. “Casa ocupada”, dizia outra. E assim se construiu a história do maior bairro canoense com forte presença de mercados, igrejas, rádios comunitárias e a organização da sociedade civil.

A Guajuviras atual

Ainda tem espaço na sociedade o rótulo de bairro violento. Porém, o Guajuviras tem avançado quanto a isso. Muito se dá em função da maior presença do Estado no recrutamento de jovens para atividades sociais e esportivas.
Com a volta da organização social no bairro, tudo leva a crer, por sua história, que o Gujuviras vencerá mais essa luta. A luta pela paz.

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