
Na segunda-feira, 4, uma suspeita de intoxicação a crianças em uma escolinha municipal no bairro Guajuviras foi apontada pelo jornal Diário de Canoas. Segundo a matéria, trazendo relato de pais que não se identificaram, ao menos oito crianças foram apontadas com intoxicação alimentar na última sexta-feira, 1. A suspeita é de contaminação na água. A equipe de O Timoneiro confirmou se tratar da Escola Municipal de Ensino Infantil Cara Melada.
Na oportunidade, o secretário municipal de Educação, Eliezer Pacheco, confirmou os casos de alunos e profissionais intoxicados. “Não é um caso grave e não foi identificado nada na alimentação”. Segundo ele, após o temporal, a caixa de água ficou descoberta e pode ter sido contaminada. Uma amostra foi coletada e enviada para análise, que deve sair ainda esta semana.
Na Ideal também
Na Vila Ideal, no bairro Nossa Senhora das Graças, uma moradora, que preferiu não ser identificada, relatou que a sua mãe e a sua irmã apresentam os mesmos sintomas: diarreia, enjoos e dor no estômago. “Ontem foram na Unimed e tinha várias pessoas com os mesmos sintomas e chegavam mais. Há uns 20 dias, meus filhos e vários colegas ficaram ruins, com diarreia. Achava que era lá, mas conversando com uma conhecida, que mora em outro local, ela e o marido também estavam assim”, relata.
Segundo ela, na semana anterior o mesmo problema ocorreu. “Falaram que nas UPAs também recebem muitas pessoas com estes sintomas. Acredito que seja da água por estes motivos. Já reclamei, falaram que iriam fazer análises, mas não vieram aqui na minha residência fazer. Como fazer? Só comprando água mesmo, a água vem marrom, com gosto, e esses dias abri a torneira, um fedor”, informou a canoense de 33 anos, que mora no Estância Velha.
Qualidade da água em dúvida
No dia 30 de março, a técnica em enfermagem Claudia Brustolin Camargo, de 46 anos, enviou fotos e vídeos da qualidade da água que chega à sua casa, no bairro Olaria. De sua torneira, o líquido sai escuro.
O que diz a Prefeitura
O órgão informou que foram “duas crianças da turma do berçário, sendo que uma criança já foi com diarreia para a escola, com laudo médico de liberada a frequentá-la. Um aluno do Jardim I, uma cozinheira e três professores” atingidos pela infecção. O resultado da análise da água não está concluído.
A Prefeitura acredita que “este foi um problema pontual” e não está trabalhando no sentido de que a água possa estar espalhando tal infecção. Isto porque atribui a um relocamento da caixa d’água da EMEI durante um temporal ocorrido no mês de março deste ano. “Uma das tampas da caixa d´água foi deslocada. No dia seguinte, foi providenciado um fechamento provisório com lona”, destacou.