por Bruno Lara

– O Ministério Público Federal denunciou 12 pessoas em cargos de confiança que teriam recebido sem trabalhar durante cinco anos na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul no período compreendido entre 2003 e 2008. A situação, que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ), envolve suspeito com foro privilegiado. Mais uma vez, o Partido Progressista aparece como um dos denunciados, representado por Marcos Peixoto, deputado estadual, conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE). O representante do PMDB no esquema é o atual Prefeito de Gravataí, Marco Alba. Alba é, também, Diretor Executivo do Conselho Deliberativo Metropolitano (CDM), indicado pelo prefeito de Canoas, Jairo Jorge (PT), aos 19 dias de março deste ano.
A Polícia Federal (PF), em 2012, concluiu a investigação indiciando 11 suspeitos de envolvimento na manutenção de funcionários fantasmas na Assembléia Legislativa (AL). Dentre eles, sete exerciam as funções pelas quais foram contratados, mas tinham conhecimento que funcionários fantasmas recebiam e não denunciaram. Outros quatro receberam valores sem trabalhar por meio de cargos de confiança (CCs).

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Familiares de Ronchetti e Fraga no esquema
Dentre os que recebiam sem exercer a função, encontram-se duas filhas de Francisco, Danielle e Michelle Fraga. Também Marcos e Miraci Ronchetti, filho e ex-mulher, respectivamente, do ex-prefeito e atual vereador da cidade de Canoas, Marcos Antônio Ronchetti (PSDB).
Francisco de Oliveira Fraga, ex-secretário de governo de Canoas, juntamente com Marco Alba (PMDB), José Sperotto (PTB), Marco Peixoto (PP), Hermes Dutra (Funcionário AL), João Luiz Vargas (ex-deputado e ex-conselheiro do TCE durante os mandatos de Ronchetti), Marcelo Villas-Boas (Jornalista) e Iolanda Ribeiro (ex-servidora AL) foram os demais denunciados.
Ricardo Cunha Martins, advogado de Francisco Fraga, Danielle Fraga, Michelle Fraga, Marcos Antônio Ronchetti Filho e Miraci Terezinha Ronchetti, afirmou que as escutas telefônicas foram ilícitas. “Sustento que a prova – as escutas telefônicas – da Operação Solidária são ilícitas, como o Supremo Tribunal Federal já atestou em outros casos ligados à operação.”

LEIA: OT denunciou ligação entre gestores e conselheiros em 2004

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