Nesta sexta-feira, uma das instituições mais tradicionais de Canoas completa 63 anos. A Ação Social Santa Isabel foi fundada em 2 de agosto de 1961.

A primeira instituição filantrópica para idosos e crianças de Canoas foi criada por Filomene Nienow de Meirelles com o objetivo de cuidar bem das pessoas. É o que continua defendendo o atual presidente, Everton Alfonsin, o Caco. “Não é pelo cargo, é o que fazemos por todos que usam os nossos serviços”, afirma.

Segundo ele, nada seria possível sem o trabalho incansável de dona Filomena. “Honramos sempre seu nome e levamos em todos os lugares em que eu vou”, diz Caco.

Filomene começou a sua atuação em um espaço cedido pela Paróquia São Luiz Gonzaga. Sua vida acabou marcada pela assistência social em prol dos mais vulneráveis na cidade de Canoas. Nunca aceitou cargos públicos, sempre operando como voluntária.

Sua filha, Angela Meirelles, lembra que Filomene tinha como vocação ajudar as pessoas. “O lema lá de casa, na nossa família, era ‘Servir, Amar e Perdoar’. Ela fazia as vezes de assistente social porque não existia a figura do assistente social nessa época”, fala.

A ação social começou com um trabalho para as crianças, mas a primeira e mais conhecida instituição criada pela Santa Isabel é o Lar da Velhice São José, o primeiro do município.

A gerente administrativa do São José, Priscila Pereira, explica que hoje o principal trabalho é o acolhimento institucional. “Hoje cuidamos do abrigo para 40 crianças em situação de vulnerabilidade, mais os 50 acolhimentos dos idosos por aqui, e ainda o nosso abrigo próprio para menores vítimas de violência funcionando ao mesmo tempo”, aponta.

Comemoração após a enchente

Caco explica que o momento não será de grandes comemorações, mas da entrega de muito trabalho, por conta do momento que Canoas passa após as enchentes de maio. “Normalmente nós faríamos um jantar ou um almoço, um evento para celebrar essa história. Mas em vez disso, vamos ter 1,4 mil metros de telhados novos, energia solar para as estruturas e a entrega de cestas básicas aos nossos colaboradores”, diz.

Priscila Pereira lembra do esforço feito pela diretoria e funcionários para auxiliar a população canoense após a catástrofe climática. “Nosso trabalho se intensificou. Abrimos as portas para sermos um centro de arrecadação e distribuição. Recebemos idosos de outras instituições que ficaram alagadas. Acolhemos crianças que passavam por situações de risco em abrigos. Procuramos atuar ainda mais para a comunidade desde o dia 1º de maio”, elenca.

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