A cidade de Butler, Pensilvânia, nos Estados Unidos, foi palco de um fato que pode decidir as eleições norte-americanas, previstas para ocorrer no dia 5 de novembro. No sábado, 13, durante um comício do ex-presidente e agora pré-candidato do Partido Republicano, Donald Trump, um homem abriu fogo contra a multidão.

Ele matou um apoiador do político na plateia, e um dos tiros pegou de raspão no rosto de Trump. Logo após o fato, atiradores do Serviço Secreto dos EUA mataram o suspeito. O órgão é responsável também pela segurança dos ex-presidentes daquele país. Mais duas pessoas foram enviadas a um hospital local, mas seu estado de saúde não foi divulgado.

Apoiadores de Trump acusam a retórica do Partido Democrata, rival dos Republicanos, de instigar a imagem de que Trump incentiva a violência, e que isso teria incentivado o ataque. Os Decmoratas, por sua vez, se defendem dizendo que apenas pegaram falas do ex-presidente, que já falou da possibilidade de não reconhecer resultados das eleições e que já foi investigado por possível participação no ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021.

A convenção do Partido Republicano que deve definir Trump como candidato começa na segunda-feira, 15, e vai até a quinta, 18.

O suspeito

Thomas Matthew Crooks tinha 20 anos e morava no subúrbio de Bethel Park, em Pittsburgh. A cidade fica a cerca de 56 km ao Sul de onde ocorria o comício de Trump. Ele estava no topo de um prédio industrial, a cerca de 120 metros de onde o pré-candidato estava, uma distância de onde seria possível atingir os presentes com um fuzil de assalto.

Crooks foi registrado para votar como apoiador do Partido Republicano, de acordo uma listagem no banco de dados de eleitores da Pensilvânia com seu nome, idade e endereço. A eleição presidencial deste ano teria sido a primeira em que ele teria idade suficiente para votar.

Entretanto, registros da Comissão Eleitoral Federal dos EUA mostraram que um doador listado como Thomas Crooks, com o mesmo endereço, doou 15 dólares em 2021 a um comitê de ação política alinhado aos Democratas.

Além disso, pessoas que estavam no comício relataram que avisaram membros do Serviço Secreto e outras forças de segurança da presença de Thomas no telhado minutos antes do ocorrido.

Kevin Rojek, agente especial do FBI responsável pelo escritório de Pittsburgh, afirmou que é surpreendente que tenha ocorrido esta falha na segurança. Em entrevista coletiva, ele afirmou que a investigação será longa, podendo durar meses para analisar todos os detalhes do caso, sendo improvável sua conclusão antes da eleição em novembro.

Representantes das duas casas do Legislativo dos EUA também afirmaram que investigarão o caso.

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