Marcelo Grisa
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Os efeitos das enchentes de maio de 2024 ainda atingem os usuários dos sistemas de transporte público em Canoas. Muitos motoristas perderam seus carros, bem como trabalhadores de aplicativos. Mesmo com menos carros nas ruas, as alterações de trânsito geradas pela ação das águas tornaram alguns horários e locais mais movimentados que o normal.
Além disso, os serviços das estações da Trensurb até o Centro Histórico de Porto Alegre devem ser normalizados somente no ano que vem. Por fim, nem todas as linhas urbanas de ônibus da Sogal estão em atividade, mesmo com as passagens atualmente custeadas pela Prefeitura de Canoas. Algumas delas já foram retomadas desde o final de maio, como a São Luís-Ulbra, Machadinho e o circular C1.
Dessa forma, os ônibus canoenses estão com um fluxo muito maior de passageiros, incluindo pessoas que se deslocam para outras cidades da Região Metropolitana e do Vale dos Sinos.
Usuários insatisfeitos
A reportagem de O Timoneiro percorreu as rotas utilizadas hoje pelos canoenses para ir e voltar da capital gaúcha.
No N161 – Mathias Velho, da empresa Transcal, a linha foi colocada em funcionamento para suprir a falta das estações de trens urbanos. As reclamações dos usuários vão desde a lotação dos veículos, com pessoas ficando à espera dos próximos horários na saída da linha em Porto Alegre, sob o Viaduto da Conceição, até mesmo a ausência de alguns horários.
A autônoma Leontina Bueno ia da capital para Novo Hamburgo. “Deveria ter mais vias para a gente ir direto, com empresas das outras cidades ajudando”, afirmou.
Em nota, a Transcal afirmou que “opera o trecho com 327 viagens, o que atende e supre a demanda da Estação Mathias Velho.”
Alternativa metropolitana
Outra alternativa é a linha TM1, do Consórcio Metropolitano. Com itinerário que começa na Av. Rio Grande do Sul e final da linha na Estrada João Antônio da Silveira, no bairro Restinga, em Porto Alegre, é a principal via para quem vem das Zonas Sul e Norte da capital. Passa também por Cachoeirinha, Alvorada e Viamão.
Nicole Peuckert, moradora de Cachoeirinha, usa o TM1 para vir ao trabalho, em Canoas. Mesmo sem a mesma lotação fora do horário de pico, ela se atrasa para o trabalho todos os dias. “Mas o Cachoeirinha-Canoas [da Transcal] é ainda pior. Tentei pegar para voltar para casa, e o das 18h simplesmente não apareceu. Às 18h40min, a condução estava lotada”, lembrou.
Usuários também reclamam da falta de outras linhas, como o Fátima, ônibus urbano, e o intermunicipal Porto Alegre-Harmonia, que faz o caminho da capital passando pelo lado Oeste da cidade, em bairros como o Rio Branco e o Fátima.
