Os Centros Humanitários de Acolhimento (CHAs) serão estruturas para atender e abrigar pessoas que perderam suas casas devido à Enchente de 24.

Nesta sexta-feira, 31, o governo do estado, que supervisiona o projeto, assinou um termo de cooperação com o Sistema Fecomércio-RS para ajudar na entrega dos espaços à população.

A parceria foi firmada em evento no Centro Administrativo de Contingência (CAC), em Porto Alegre, com a presença do governador Eduardo Leite, do vice-governador Gabriel Souza, do presidente da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado (Fecomércio-RS), Luis Carlos Bohn, de secretários de Estado e de representantes da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

O Sistema Fecomércio financiará a contratação da empresa que fornecerá as estruturas temporárias para os cinco centros que serão instalados na Região Metropolitana – três em Porto Alegre e dois em Canoas. A empresa fará também a instalação e manutenção das estruturas.

O investimento viabilizará, também, a gestão dos espaços, que ficará sob a responsabilidade da OIM, integrante da rede da Organização das Nações Unidas (ONU).

Os cinco espaços terão capacidade para acolher, no total, até 3.840 pessoas. Quatro receberão estrutura completa, e outro uma estrutura complementar. No caso desse último, serão instaladas casas modulares enviadas pela Agência da ONU para Refugiados (Acnur), sendo preciso apenas acrescentar algumas estruturas de uso coletivo.

Em Canoas, os CHAs serão montados no Centro Olímpico Municipal, que deve receber de 800 a mil pessoas, e na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), com capacidade para abrigar até 740 indivíduos.

Em Porto Alegre, as estruturas serão estabelecidas no Complexo Cultural Porto Seco, com capacidade para 550 pessoas;  no Centro de Eventos Ervino Besson, também com capacidade para 550; e no Centro Vida, que deve atender de 800 a mil pessoas.

As estruturas temporárias abrangerão os seguintes espaços: administração; almoxarifado; atendimento médico – posto de saúde; brinquedoteca; espaços para animais de estimação; chuveiros/banheiros; cozinha; dormitórios; espaço multiuso – TV e computadores; fraldário/amamentação/berçário; lavanderia; refeitório; staff; triagem e assistência social.

Hoje, há cerca de 40 mil pessoas ainda em abrigos, mas este número chegou a ser de 80 mil.

A iniciativa com a Fecomércio faz parte do Plano Rio Grande, que atua em três eixos de enfrentamento aos efeitos das enchentes: ações emergenciais, ações de reconstrução e Rio Grande do Sul do futuro.

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