Segundo a Prefeitura de Canoas, já existem 17 bombas em funcionamento para retirar a água da enchente do lado Oeste da cidade, que ficou quase todo submerso após o volume de chuvas no começo do mês de maio. A informação parte de informe publicado pela administração municipal.
Nesta sexta-feira, 24, equipes fizeram a instalação de mais nove bombas móveis no dique do Mathias Velho. Essas se somam às duas bombas fixas em funcionamento na Casa de Bombas 8, e estariam drenando 14 mil litros de água do bairro Mathias Velho por segundo.
O dique do Rio Branco, por sua vez, tem seis bombas instaladas, de acordo com o governo municipal. Isso significaria 12 mil litros de água retirados por segundo das ruas da região.
Niterói
Segundo a prefeitura, no bairro Niterói, a água acumulada seria reflexo não das cheias, mas do acúmulo da chuva que caiu na quinta-feira, 23. O volume ainda não teria sido totalmente escoado pelo sistema de tubulações.
Apesar de o governo argumentar que há bombeamento através das Casas de Bombas 1 e 2, o Rio Gravataí também está acima da cota, e a eficiência das bombas não seria a mesma de quando o rio está baixo.
Essa situação causa acúmulo de água também em outros bairros, como Nossa Senhora das Graças e Vila Ideal.
A Casa de Bombas 1 conta com a operação de três dos seus quatro motores, e a Casa de Bombas 2 tem um de três motores funcionando. Mais 10 bombas auxiliares foram instaladas, segundo a prefeitura.
O bairro teria uma capacidade de bombeamento de cerca de 13 mil litros de água por segundo.
Diques e casas de bombas
Com a força das águas que atingiram Canoas e a Região Metropolitana, as estruturas dos diques Mathias Velho e Rio Branco foram rompidas na madrugada da sexta-feira, 3, para o sábado, 4. A Prefeitura estima uma ruptura de 50 metros em ambos, o que causou as enchentes no lado Oeste.
As casas de bomba 3, 4, 5, 6, 7 também foram afetadas e estão com funcionamento imediato comprometido. A Casa de Bombas número 8 foi afetada, mas já foi retomada parcialmente.