Na última semana, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), em parceria com a Associação de Psiquiatria do RS (APRS), criou um programa de apoio à saúde mental de bombeiros, policiais civis e militares, envolvidos nos resgates de pessoas atingidas pelas cheias históricas que assolaram o Estado, além de atividades habituais relacionadas à segurança pública de nosso estado.

Atendimentos presenciais e a distância

Ao Sindicato cabe cadastrar psiquiatras e alocar profissionais nos locais de apoio aos agentes. Os atendimentos são presenciais para profissionais que estão em Porto Alegre, e por teleatendimento para os outros municípios do Estado.

Policiais Civis e Bombeiros podem participar da atividade na sede do Corpo de Bombeiros Militar do RS, localizada na Rua Silva Só, 300, em Porto Alegre. Já o atendimento presencial para brigadianos ainda está em fase de definição de local. Para os agentes de outras cidades será disponibilizada ajuda via teleatendimento, na plataforma ShortMed.

Para o vice-presidente do Simers, Fernando Uberti, que é médico psiquiatra, garantir a saúde mental de agentes envolvidos nos resgates é assegurar que continuem salvando vidas.

“Por tudo o que estão presenciando, as dificuldades, e, principalmente, o grande trabalho de resgate, entendemos que é fundamental que recebam este apoio psiquiátrico, no sentido de identificarmos riscos e intervirmos precocemente, em benefício desses profissionais que tem atuado de forme incansável”, enfatiza.

O diretor do Departamento de Saúde da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, Coronel Régis Reche, afirma que a parceria vai ser essencial para ajudar os profissionais que estão atuando na linha de frente da tragédia.

“Essa parceria vai colaborar muito para que a gente possa atuar de uma forma realmente efetiva, nessa calamidade pública que estamos passando no Estado”, destacou.

Para a coordenadora do Serviço Biopsicossocial do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul, a capitã Bárbara Siteneski, as intervenções possuem o objetivo de cuidar e prevenir agravos futuros na saúde mental dos militares que estão cumprindo sua missão, sem medir esforços.

“Em uma situação estressora como a que vivemos, é comum sentimentos de angústia, cansaço, falta da família, dificuldades para dormir, culpa ao descansar, entre outros, por isso, a importância do cuidado com os bombeiros militares que estão na linha de frente ajudando as pessoas”, explicou.

Números

Até o momento, 82.666 pessoas e 12.358 animais foram resgatados, e mais de 27 mil agentes estiveram envolvidos na missão de salvar vidas. O desastre natural que atingiu o Estado no início do mês de maio, atingiu mais de 2 milhões de gaúchos e colocou em abrigos 76.188 pessoas, afetando ao menos 463 municípios do Estado.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Preencha esse campo
Preencha esse campo
Digite um endereço de e-mail válido.
Você precisa concordar com os termos para prosseguir