Detentos usando aparelhos celulares é uma realidade em diversos complexos penitenciários do Brasil. No ainda nem inaugurado presídio de Canoas não será diferente. Em função da falta de verbas para custear a compra de um aparelho que bloqueia o sinal dos celulares, a Prefeitura de Canoas entrou em um acordo com o Governo do Estado e a Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) para inaugurar a estrutura que se arrasta desde 2010 sem o recurso.
A nova previsão de entrega é para o 1º dia do mês de março, mas isso já foi adiado em diversas oportunidades. Segundo orçamentos do Governo do Estado, o aparelho que promete dificultar as ligações de dentro dos presídios custa em torno de R$ 30 mil, mas isso não seria um problema tão grande quanto adiar novamente a inauguração. No espaço ainda faltam agentes penitenciários, mobília e os cerca de 400 detentos que serão transferidos para a estrutura.
Uma das exigências da Prefeitura é que o presídio não deve receber detentos de alta periculosidade ou grupos que pertençam a uma mesma facção criminosa. Em visita ao Complexo em janeiro deste ano, o consultor em direitos humanos, Marcos Rolim, classificou a obra como “o mesmo que contratar violência para o futuro”.