As cheias dos rios Caí, Jacuí e Sinos atingiram Nova Santa Rita desde o dia 2 de maio. A enchente desalojou famílias nos bairros Morretes, Caju, Berto Círio, Pedreira, Porto da Figueira e Assentamento Santa Rita de Cássia l e ll.
Os abrigos do município acolhem cerca de 1.000 pessoas. As doações se concentram no Centro de Eventos Olmiro Brandão. As principais necessidades são alimentos, água potável, produtos de higiene pessoal e produtos de limpeza.
No Olmiro Brandão são cerca de cem voluntários envolvidos na organização, logística e preparo das refeições. “São 6.000 refeições realizadas por dia entre café da manhã, almoço, café da tarde e janta”, explica um dos voluntários, Julio Balestrin.
As doações estão vindo de várias regiões do país. “Trouxemos 2.112 bombonas de 5 litros com água potável”, conta o caminhoneiro Junior Coutinho, que veio da Tijucas (SC). Além disso outros municípios como Gravatal e Caçador (SC), além de cidades gaúchas como Vacaria, Gramado, Portão e Teutônia estão realizando doações de diversos tipos. Um helicóptero da PRF, durante a semana, também chegou com mantimentos para o município.
O Branco de Alimentos de Canoas também apoia o município, com equipamentos para a cozinha voluntária e 600 quilos de alimentos.
No SINE municipal, são entregues kits de alimentos e água desde a terça-feira, 7. Até o começo da quinta-feira, 9, já foram distribuídos 2,5 mil kits de alimentos e água para população que precisa de auxílio e não está nos locais de acolhimento.
A Secretaria de Saúde local faz rondas com a Unidade Móvel, com um médico, uma enfermeira e uma técnica em enfermagem. Eles passam pelo menos uma vez por dia em cada local de acolhimento para atender a necessidade de saúde dos que lá estão. O município de Portão também emprestou um equipamento de respiração mecânica para ajudar no pronto atendimento.



