Émerson Vasconcelos
Moradores e comerciantes da rua Dr. Barcelos têm reclamado da falta de contêineres de recolhimento de lixo em boa parte da via. A promessa, feita em 2011 pela Prefeitura, era de que haveria um par de equipamentos a cada 100 metros nas áreas de abrangência deste modelo de coleta, o que, pelo menos neste ponto da cidade, não tem se confirmado.
Ouça o trecho do programa OT Notícias sobre o assunto:
Quando a administração municipal divulgou que o novo sistema começaria a funcionar, informou que o sistema contaria com 430 equipamentos, inicialmente na área delimitada pela avenida Guilherme Schell, ruas São Paulo, Porto Alegre e continuação da Brasil até Araçá, no lado oeste. No leste, seriam afetados os bairros Nossa Senhora das Graças, Marechal Rondon e Jardim do Lago. A abrangência definitiva ainda estava sendo avaliada pela Prefeitura, mas esperava-se por uma cobertura maior e não por um encolhimento.Vale ressaltar que o sistema encontrou muita resistência antes de sua implantação e jamais foi unanimidade entre os canoenses. Nas áreas onde a coleta automatizada foi implantada, as pessoas não puderam mais deixar o lixo nas suas lixeiras, que precisaram ser retiradas.
A falta de contêineres não foi o primeiro problema detectado nesta forma de recolhimento de lixo. O primeiro transtorno causado foi a distribuição indiscriminada dos equipamentos, que em vários locais, onde não era possível colocá-los na via, ficavam em cima da calçada, atrapalhando o trânsito de pedestres e inviabilizando a locomoção de cadeirantes.
Outro problema recorrente relacionado aos contêineres é relacionado à facilidade de se violar seu conteúdo. Por armazenarem grandes quantidades de resíduos, os equipamentos voltados a lixo seco acabam sendo adentrados por catadores que em várias ocasiões jogam no chão aquilo que julgam não servir para reciclagem.
Antes dos contêineres, se o lixeiro não passava por vários dias, as pessoas tinham por hábito armazenar seu lixo em sacolas dentro do pátio, em recipientes fechados, até que se normalizasse a situação. No entanto, no final do ano de 2014, quando a Prefeitura rompeu o contrato com a empresa Revita, ocorreu uma destas situações, e a cidade presenciou um caos. As pessoas não pararam de lotar os contêineres e nem podiam recolher seu lixo para algum lugar em seus pátios, já que ninguém sabe qual é seu depois de misturado nos recipientes. Problema este, de demora no recolhimento, que alguns bairros voltam a enfrentar.
O que diz a Prefeitura
Questionada, a Prefeitura de Canoas informou que “a instalação dos contêineres segue, por regra, a distância de 100m entre si, entretanto, em muitos casos, algumas variáveis impedem que a referida distância seja seguida”. Trechos como proibido estacionar, entradas e saídas de veículos e estabelecimentos que vendem alimentos seriam “algumas das variáveis que impossibilitam que seja mantida esta distância”. Segundo a nota, atualmente a cidade conta com 439 contêineres e estuda a viabilidade técnica da expansão do serviço.