O quarto episódio do podcast Prefeitura Responde foi ao ar no começo da tarde da sexta-feira, 15, no otPlayTV, canal de streaming do Grupo O Timoneiro. No episódio, o jornalista Vanderlei Dutra recebeu o Dr. Paulo Nader, diretor-geral do Hospital Universitário de Canoas, para falar sobre a situação atual da casa de saúde.
O pediatra lembrou de sua história dentro do HU, tendo atuado desde o começo do projeto na cidade. Assumiu o hospital no final de dezembro de 2023, acredita que, desde que foi chamado para assumir o cargo, já foi possível fazer um diagnóstico em uma série de situações enviolvendo a instituição. “Passamos um pente fino em várias coisas. Em janeiro, fomos ver o que tínhamos para gerir”, declarou.
Segundo o Dr. Nader, durante o ano de 2023, as dívidas foram de R$ 20 milhões à casa dos R$ 50 milhões. Ele classificou que sua gestão tem o papel de tentar resolver essa situação. “Existem contas que não estavam sendo pagas. Há também o Programa Assistir, que diminuiu o repasse estadual, mas não foi só isso”, apontou.
Saídas e renegociações
Uma das saídas, segundo o gestor, é a de buscar convênios para aumentar as receitas. “Hoje, somos tripartite, com recursos do município, do Estado e da União. Estamos com 350 leitos, todos do SUS. Precisamos arranjar mais fontes de renda”, disse.
Na folha de pagamento, Paulo Nader cortou 40 cargos próximos do nível da direção, o que gerou uma economia de R$ 340 mil mensais. “Faltam 130 profissionais na assistência. Poderemos contratar mais técnicos, enfermeiros e alguns médicos”, explicou.
O médico ainda falou sobre a importância de discutir os parâmetros do Programa Assistir junto ao governo estadual. A iniciativa do governo do RS redistribui recursos entre hospitais de diversas regiões, o que diminuiu os repasses ao HU, além de estabelecer metas de entrega de serviços como cirurgias, mesmo para instituições como o Hospital Universitário. “Hoje, apenas para as esferas estadual e federal, nós dedicamos mais da metade da nossa capacidade.” Nader reconheceu inclusive que essas necessidades do SUS dificultam um atendimento mais prioritário aos canoenses, já que a casa de saúde é colocada como referência para mais de cem cidades pelo governo estadual.