O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,83% em fevereiro. O número é semelhante ao mesmo período do ano passado, quando houve aumento de 0,84%. O resultado, que é considerado a inflação oficial do país, é comum para esta época do ano, quando instituições de ensino particular fazem seus reajustes anuais – em 2024, a média entre todos os subgrupos foi de 4,98%.

Dessa forma, o setor de Educação foi o que mais contribuiu para o IPCA no mês passado. Entretanto, o índice ficou acima do previsto (0,78%), por conta do preço de alguns alimentos.

Segue a lista dos nove setores que compõem o dado, conforme estudo continuado do IBGE:

  • Educação: 4,98%;
  • Comunicação: 1,56%.
  • Alimentação e bebidas: 0,95%;
  • Transportes: 0,72%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,65%;
  • Habitação: 0,27%;
  • Despesas pessoais: 0,05%;
  • Artigos de residência: -0,07%;
  • Vestuário: -0,44%;

O acumulado da inflação nos últimos 12 meses é de 4,5%, estável em relação a janeiro, quando fechou em 4,51%.

O papel da alimentação no IPCA de fevereiro se deve à atuação do fenômeno El Niño, que tornou mais graves as altas de alguns produtos, tais como cebola (7,37%), batata-inglesa (6,79%), frutas (3,74%) e arroz (3,69%). O leite longa vida também é destaque (3,49%).

A alta entre o setor de transportes se traduz principalmente do efeito dos combustíveis: etanol (4,52%), gasolina (2,93%), gás veicular (0,22%) e óleo diesel (0,14%).

 

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