Três fatores devem ser analisados durante a escolha dos materiais empregados na construção civil: a sustentabilidade, segurança e o custo-benefício. Os requisitos devem ser ponderados de forma que atenda às necessidades do empreendimento causando o menor impacto ambiental possível, prezando a segurança dos envolvidos e evitando gastos que poderiam ser dispensados.
Para Daniel de Gasperin, da Styrotérmica, indústria de isopor com 37 anos de atuação na cidade de Canoas, os profissionais da construção civil estão cada vez mais descobrindo o ótimo custo-benefício da utilização do isopor nos seus projetos.
“Muitos profissionais ainda têm certa resistência em usar por não conhecer a aplicação. Mas, quando entendem e conhecem os benefícios do isopor em uma obra, como baixo peso, capacidade de isolamento acústico e térmico, não absorção de água que impede acúmulo de umidade e do custo muito menor do que as outras opções, acabam adotando de vez em seus projetos”, afirma.
Material durável
O poliestireno, também conhecido por isopor ou EPS, é um material reutilizável e durável, em parte por se tratar de um recurso higiênico, absorvente de impactos e compatível com grande parte dos materiais do que transporta. Além disso, sua resistência e capacidade de absorver choques mecânicos garantem segurança durante seu transporte ou manuseio.
Também oferece uma melhor condição de trabalho aos operários e funcionários por ser leve e de fácil armazenamento e transporte. Por fim, como se adapta a diversas ocasiões e produtos, e como é um item reutilizável, auxilia na redução de valores. Sendo prático, seguro e barato, apresenta uma excelente relação custo-benefício.
Em resumo, são vários os fatores que levaram à sua utilização no setor de construções: o isopor é leve, sustentável, de fácil manuseio e baixo custo, higiênico, isolante térmico, absorvente de impactos, de alta versatilidade, adaptabilidade e compatível com muitos materiais do setor.
Usos do isopor
Assim como são múltiplas as vantagens de sua utilização, é também variada sua empregabilidade. Confira 7 usos do isopor na construção civil. Tijolo de isopor O uso de tijolos de isopor apresenta-se vantajoso porque, sendo menos pesado que os tijolos convencionais, reduzem a necessidade de ferragens e de mistura para liga, diminuindo os custos e o tempo de trabalho. Em razão disso, o emprego de um bloco de isopor, que exerce a função de tijolo, propicia um ambiente termicamente equilibrado pelo fato de se tratar de um material com alta capacidade de isolamento térmico.
Parede de isopor
As paredes de isopor consistem em duas chapas ou grelhas atadas por arames, com o material em questão preenchendo seu interior. A adoção do bloco de isopor para parede é bastante útil em regiões sujeitas a tremores de terra ou furacões. Pelos mesmos fatores expostos na explicação do uso de tijolos de isopor, construções que utilizam este tipo de tecnologia exigem menor esforço e diminuem o tempo de construção. Lajota de isopor
O uso da lajota de isopor é uma opção viável para a substituição das feitas em cerâmica. Como no caso dos tijolos em isopor, trata-se de uma alternativa mais leve e resistente (uma vez que a cerâmica pode ser lascada ou quebrada com mais facilidade). Além disso, é eficaz na prevenção a infiltrações, uma vez que se trata de um material com baixa absorção de água, eficiente no isolamento termoacústico e útil em relação à instalação elétrica da construção.
Isopor para telha galvanizada
Sendo a telha ondulada galvanizada fabricada em aço, mostra-se bastante resistente a impactos. No entanto, não apresenta um bom isolamento acústico nem térmico, gerando incômodo em dias de calor ou quando em contato com a chuva, por exemplo. Sendo assim, criou-se como alternativa o encaixe de uma camada de EPS entre duas dessas telhas.
O isopor para telha ondulada com acabamento galvanizado foi uma solução sustentável e de baixo custo para desconfortos térmicos e acústicos e para maior prevenção a infiltrações. Laje de isopor A laje de isopor consiste na mescla do uso do poliestireno com a concretagem. As lajes, nervuradas e treliçadas, são preenchidas por EPS, e sobre ele são adicionadas as camadas de concreto, sem que haja necessidade de retirada das placas de isopor ao final.