A movimentação nas escolas canoenses cresce e chega ao ápice com o começo do ano letivo. Além do reencontro dos estudantes com colegas e professores, há também as novidades que cada instituição de ensino preparou para a chegada dos alunos para mais uma jornada de aprendizagem.

Além disso, dois colégios tradicionais de Canoas também celebram sua história em 2024: o Espírito Santo (65 anos) e o Maria Auxiliadora (80 anos).

No Colégio Espírito Santo (CES), as aulas começaram ainda na semana passada, no dia 14 de fevereiro. Pais e responsáveis puderam perceber de aprimoramentos na segurança para a entrada e saída de crianças e adolescentes. Bruna Porto, mãe do pequeno Joaquim, de apenas 3 anos, apreciou a estrutura. “Está sendo muito bom para ele. Tem um espaço amplo, e a experiencia de começar a escola é mais tranquila, já que ele participou da colônia de férias”, comenta.

Luan Viana da Silva, aluno do 3º ano do Ensino Médio, diz que as expectativas para o novo ano são maiores do que a busca por boas colocações nos vestibulares e em futuros empregos. “É se aprofundar nos estudos para ser alguém na vida. Acredito que a maioria dos meus colegas pensam o mesmo”, afirma.

A diretora do CES, Irmã Maria Sônia Muller, fala mais sobre as novidades implementadas para 2024. Ela aponta para a importância do ensino bilíngue, com o aumento de um para três períodos de língua inglesa no currículo das turmas do Pré 2 da Educação Infantil e de 1º e 2º anos do Ensino Fundamental I. Há também a renovação das atividades de iniciação científica na escola. “A intenção é valorizar os trabalhos dos estudantes, permitindo que os melhores projetos também possam ser apresentados e conhecidos fora da escola.”

Por fim, ainda este ano, o Espírito Santo deve concluir uma importante obra: o Complexo Esportivo e Cultural, na Rua Gomes Freire de Andrade.

No Espírito Santo, aulas se iniciaram ainda no dia 14 de fevereiro (Foto: Marcelo Grisa)

Festa e expectativa

O Colégio Maria Auxiliadora (CMA) iniciou o ano letivo na segunda-feira, 19. No ano em que a instituição completa oito décadas, a administração entrega novos espaços de convivência, tanto com obras no pátio, ainda em finalização, quanto nos corredores, que agora têm mesas e cadeiras.

O diretor do Maria Auxiliadora, Vagner Paulo Maccalli, argumenta que o aniversário de 80 anos torna ainda mais importante a boa recepção no começo do ano. “Ficamos sempre na expectativa, pois sabemos da responsabilidade que temos junto à comunidade de Canoas. Precisamos estar à altura do que a comunidade escolar espera”, diz.

Na quarta-feira, 21, a escola também fez um recreio festivo, com distribuição de picolés, touro mecânico e um show de voz e violão. Os formandos dos ensinos Fundamental e Médio já começaram a temporada de fotos e vídeos para poder guardar este momento em suas vidas.

Guilherme Rodrigues da Silva e Alexia Souza Machidonschi são dois destes formandos. “Já estamos pensando em todos os processos que envolvem não apenas a formatura, mas também no final da nossa formação, com o Enem e tal”, explica Guilherme. “Passa muito rápido. Criamos inclusive uma conta no Instagram para postar fotos e guardar essas lembranças”, sorri Alexia.

Guilherme lembra que eles serão a primeira turma a se formar no Novo Ensino Médio. “É uma experiência diferente, creio. Temos as linhas para as quais nos dedicamos, e ao mesmo tempo temos matérias específicas.”

Gabriela de Souza Bressan, estudante do 7º ano do Ensino Fundamental, tem suas próprias mudanças em curso dentro de sua caminhada no colégio. “Eu já conhecia todo mundo, mas neste ano eu passei do turno da manhã para a tarde. Deu para me reaproximar de amigos ao mesmo tempo em que conheço pessoas novas”, relata.

No Maria Auxiliadora, primeira semana de aulas contou com intervalo especial com sessões de fotos, picolé e show de voz e violão (Foto: Marcelo Grisa)

Reflexos da pandemia

Irmã Maria Sônia afirma que, em relação ao conteúdo, as maiores dificuldades com a pandemia de covid-19 foram superadas. “Felizmente pudemos contar com a grande colaboração das famílias neste processo de retomada das atividades educativas”, conta. O CES implantou um projeto de Apoio ao Desenvolvimento e Aprimoramento da Aprendizagem (ADAP) que, desde 2022, permite atendimento individualizado para alunos com problemas de aprendizagem por conta do período de isolamento social.

A coordenadora de eventos do CMA, Alexandra Machidonschi, comemora o retorno de atividades que foram paralisadas por conta da pandemia e que agora voltam ao calendário. “Nós voltamos com as viagens no ano passado, mas em itinerários menores. Em 2024, voltamos com os passeios mais longos, especialmente para os formandos do Ensino Médio”, aponta. Além disso, a tradicional Gincema, a gincana oficial do Maria Auxiliadora, retorna após um hiato de quatro anos.

Vagner Paulo Maccalli lembra ainda que mesmo com a recuperação de conteúdos e eventos, há ainda os aspectos psicológicos da pandemia, que segundo ele, se mantém. “Isso tem nos demandado com atendimento contínuo. A escola precisa dar colo, precisa dar esse conforto enquanto faz a formação integral do ser humano. Se o aluno não estiver bem de saúde, ele não aprende bem. O impacto disso na aprendizagem precisa ser minimizado”, pontua.

Acompanhamento na rede pública

Na rede pública de ensino, a movimentação não é diferente. Expectativa e o reencontro entre alunos, pais e docentes marcaram o primeiro dia na EMEF Leonel de Moura Brizola, no bairro São José.

A diretora da escola, Ana Willms, destaca a colaboração da comunidade escolar e as novas instalações. “Recebemos uma sala modulada e ainda este ano provavelmente vamos receber mais uma. A busca por vagas é muito grande aqui. Eles gostam muito da Leonel. A gente faz um trabalho focado na inclusão, no recebimento”, aponta.

Márcia Lopes é mãe do Miguel, estudante do 2º ano. Ela relata que se sente muito segura em poder deixar o filho na EMEF por mais um ano. “Eu tinha que vir com ele quase todos os dias para mostrar a escola, dizer que estava fechada. Por ser autista, nas férias tem mudança na rotina. Aí a ansiedade fica a mil. Mas aqui ele é super bem recebido. A professora é maravilhosa, a escola é maravilhosa. E ele tem uma assistente terapêutica para acompanhar o desenvolvimento dele”, diz.

No bairro São José, comunidade escolar se reuniu no começo das aulas na EMEF Leonel (Foto: Alan Cardoso/Divulgação)

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