A atual epidemia de dengue no Brasil preocupa gestores e médicos não somente pela transmissão da doença, mas pelo seu potencial de levar infectados à morte. As pessoas em áreas de risco não somente se preocupam com a prevenção e combate à doença e ao mosquito Aedes aegypti, mas também em como o óbito pode ocorrer em pacientes graves.

A dengue grave (como antes era chamada a dengue hemorrágica) pode causar hipovolemia. Esse estado é caracterizado pela queda brusca da pressão arterial ou hemorragia, decorrente da queda do número de plaquetas no sangue dos infectados. Essas duas complicações podem levar o paciente à morte em pouco tempo. Por isso que serviços de saúde insistem na importância de  procurar uma UBS ou hospital assim que começarem os sintomas.

“A dengue é uma doença que mata principalmente pessoas que não tem o diagnóstico precoce. O que a gente vê são pacientes que demoram para procurar atendimento médico e já chegam em estado grave ou pacientes que tiveram manejo clínico inadequado”, pontua Alexandre Naime, infectologista da Unesp.

O infectologista Julio Croda, da Fiocruz, informa que é fundamental a equipe de saúde saber identificar os sinais de alarme da doença, que são:

  • dor abdominal;
  • vômito persistente
  • acúmulo de líquido na barriga, no pulmão e na membrana que envolve o coração;
  • sangramento em mucosa;
  • confusão mental;
  • tontura;
  • irritabilidade.

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