O prefeito Nedy de Vargas Marques reuniu-se com representantes do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) no Paço Municipal. O objetivo foi apresentar as medidas para a área da saúde da nova gestão da Prefeitura de Canoas, que assumiu em dezembro passado, além de receber demandas da categoria.

Na reunião, ocorrida na segunda-feira, 5, participaram o presidente do Simers, Marcos Rovinski, o vice-presidente da entidade, Marcelo Mathias, além de outros membros do sindicato. Pelo lado da Prefeitura, estiveram presentes os secretários da Fazenda, Luís Davi Siqueira, e da Saúde, Jurandir Maciel, assim como os diretores dos três hospitais de Canoas, Hospital Universitário de Canoas (HU), Hospital de Pronto Socorro (HPSC) e Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG).

Durante o encontro, os gestores apresentaram um panorama da área no município, detalhando as dívidas herdadas da gestão anterior e as medidas implementadas até agora para qualificar a saúde de Canoas.

No HU, o levantamento parcial aponta uma dívida superior a R$ 40 milhões, deixada pela gestão passada. Já no HNSG, os valores pendentes chegam a cerca de R$ 5 milhões.

O prefeito lembrou que, logo no início de sua gestão, determinou a criação de uma auditoria nas contas públicas para analisar recursos, dívidas e irregularidades, e, assim, cumprir todos os compromissos. O resultado deve ser apresentado ainda em fereveiro. “A auditoria visa não apenas à transparência, mas também à reorganização financeira necessária para enfrentarmos os desafios herdados”, afirmou o prefeito.

A reunião serviu para manter o diálogo entre a administração municipal e os representantes da classe médica. As duas partes reforçaram o compromisso de ambas em trabalhar juntas para enfrentar a atual situação.

O presidente do Simers expressou satisfação com a abertura e transparência da administração municipal. “A gente espera que a atual gestão consiga mudar o rumo no sistema de saúde de Canoas. Que consiga reverter esse quadro. O sindicato está ao lado de um bom atendimento, porque não existe saúde sem médico”, reforçou Rovinski.

Nedy também destacou a criação de um comitê para reorganizar e integrar os três hospitais de Canoas, com a participação dos diretores das casas de saúde em reuniões frequentes.

A criação do Comitê de Reorganização dos Serviços Hospitalares do Município, no dia 1º de fevereiro, foi um passo necessário, destaca o secretário de Saúde, Jurandir Maciel. “Em 15 dias, o Comitê deve elaborar um diagnóstico baseado em três pontos: Reestruturação dos Serviços e Fluxos dos Hospitais; Reavaliação das Referências Pactuadas com o Governo do Estado e a Projeção da Ampliação do Volume de Cirurgias, Exames e Consultas”, lembrou.

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