Por Daniela Uequed e Douglas Angeli – em colaboração com Rádio Alerj

Império Serrano e Grande Rio também se destacaram com as homenagens a Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho. A Estação Primeira de Mangueira foi o grande destaque da primeira noite de desfiles do grupo especial do carnaval carioca. Sendo a última a desfilar, já no amanhecer de segunda-feira, a tradicional verde e rosa apresentou o enredo “Áfricas que a Bahia canta”, com samba e bateria empolgando as arquibancadas.

Sem erros de harmonia e evolução, com uma apresentação vigorosa do casal de mestre-sala e porta-bandeira e alegorias e fantasias com boas soluções para expressar o enredo, a escola passou para disputar um lugar entre as primeiras colocadas. No pede-passagem da escola, a presença de Alcione e na última alegoria, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, que defendeu o samba-enredo na disputa interna da escola e teve participação especial na gravação oficial.

Homenagens

A primeira escola a desfilar foi o Império Serrano, retornando ao grupo especial após o título na série ouro no ano passado. A verde e branco de Madureira exaltou um de seus expoentes, o compositor Arlindo Cruz. O desfile deve garantir a permanência da escola no grupo principal e teve um emocionante encerramento com a última alegoria representando o sambista, estando Arlindo presente à frente com sua esposa e filha.

Arlindo teve um acidente vascular cerebral em 2017, do qual não se recuperou. Na sequência a campeã do ano passado, Grande Rio, apresentou uma homenagem a Zeca Pagodinho. Com o um desfile que visitou lugares e temas tradicionais dos sambas do repertório de Zeca, como quem o procurasse, a última alegoria trouxe o homenageado em frente à águia de sua Portela.

Com um desfile correto na maior parte dos quesitos e alguma irregularidade nas alegorias, a Grande Rio deve ficar entre as primeiras colocadas, mas sem chance de bicampeonato.

Mocidade, Tijuca e Salgueiro

Outras três escolas tradicionais passaram pela Sapucaí no domingo. A Mocidade Independente de Padre Miguel desfilou com enredo sobre os discípulos do mestre Vitalino, escultor Pernambucano. A parte estética, no entanto, deixou bastante a desejar. O mesmo ocorreu com a Unidos da Tijuca, trazendo uma exaltação à Baía de Todos os Santos.

Uma das alegorias bateu no viaduto da concentração dos desfiles e passou danificada, somando-se a um conjunto alegórico com muitos problemas de acabamento. Entre as duas escolas, a Mocidade deve ter leve vantagem sobre a Tijuca na concepção do enredo, fantasias e alegorias, apesar das dificuldades na execução.

Uma das maiores torcidas do carnaval, o Salgueiro causou grande impacto visual com seu carro abre-alas, ala de baianas e demais alas e alegorias. Porém, erros de evolução, o samba fraco e a falta de clareza do enredo deixam a escola longe do título. Nesta segunda, mais seis escolas desfilam em busca do título: Tuiuti, Portela, Vila Isabel, Imperatriz, Beija-Flor e Viradouro.

 

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