Água ficou imprópria para o consumo. Foto: Reprodução/Internet
Água ficou imprópria para o consumo. Foto: Reprodução/Internet

A qualidade dos serviços da Corsan continua sendo tema de discussão na cidade. Os eleitos para representar o povo manifestaram-se citando as atribuições do contrato. A Prefeitura notificou a companhia e falou sobre as suas responsabilidades previstas no contrato. A Câmara de Vereadores manifestou a intenção de fazer um estudo do caso e a construção de uma agenda conjunta com a Assembleia Legislativa e a Famurs para tratar do tema.
Mas isso não foi o suficiente. O Grupo Fala Canoas, com movimentação na rede social Facebook, procurou soluções no Ministério Público (MP). Segundo o fundador do grupo, Ronaldo Sommer, na quarta-feira, 27 de janeiro, a denúncia foi feita em função da inatividade dos vereadores do município. “Ingressamos neste dia com uma denúncia no Ministério Público. Lá reclamamos e exigimos providências imediatas ao que diz respeito à água de péssima qualidade que a Corsan vem “vendendo” a população canoense. Lamentamos que um desserviço parecido com este também nos seja oferecido pelos 21 vereadores da nossa cidade”, criticou. Integrantes ligados ao grupo garantem que serão atendidos na sexta-feira, 5, pelo promotor Felipe Teixeira Neto.
“Não têm noção”

Ao citar um caso no bairro Guajuviras em uma sessão representativa da Câmara no dia 27 de janeiro, o vereador Francisco da Mensagem (PSB) afirmou que qualquer mudança de tempo já resulta na falta de luz e água. Ele mencionou um pedido de sua autoria encaminhado à Corsan solicitando a instalação de um gerador na casa de bombas para evitar a interrupção do abastecimento de água em caso de falta de energia elétrica. “Parece que essas empresas não têm noção do que acontece nas comunidades”, criticou o parlamentar.

Medidas contra AES Sul

A Câmara de Vereadores se manifestou sobre o tema no início deste ano. Segundo a nota, s serviços prestados pela AES Sul no município voltaram a ser alvo de críticas dos vereadores durante a sessão representativa desta quarta-feira, 27. A partir de sugestões apresentadas pelos parlamentares, a Câmara afirmou que estudará as medidas que poderá adotar, inclusive no âmbito da Justiça, para que os consumidores de Canoas tenham um serviço de energia elétrica de mais qualidade.
O presidente, Paulo Ritter (PT), afirmou que irá solicitar à Procuradoria Legislativa um levantamento sobre as indicações apresentadas pelos vereadores à AES Sul que solicitam a substituição de postes com risco iminente de queda. A realização do estudo foi sugerida pelo vereador José Carlos Patricio (PSD). Ritter também adiantou que outras providências deverão ser tomadas, como a construção de uma agenda conjunta com a Assembleia Legislativa e a Famurs para tratar sobre o tema.
O vereador Alexandre Gonçalves (PR) lembrou que alguns deles constavam nos pedidos de troca encaminhados pelos parlamentares. “Os vereadores estão atentos aos problemas da população, mas a AES Sul ignora nossos pedidos. Já havíamos alertado há um ano sobre os riscos de um dos postes que caiu com a chuva desta semana”, salientou. “Devemos saber elogiar, mas também criticar quando algo esta insatisfatório”, criticou também o vereador Patricio através da sua página no Facebook no primeiro dia de fevereiro de 2016. Lembrou, também, que a Câmara busca há três anos, sem sucesso, o diálogo com a AES Sul.

Postes de madeira ainda estão em uso no município. Foto: Bruno Lara/OT
Postes de madeira ainda estão em uso no município. Foto: Bruno Lara/OT

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