O primeiro painel desta manhã de quarta-feira, 18, no Teatro Dante Barone, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, reuniu autoridades da área no Movimento pela Educação para discutir os desafios enfrentados pelo Rio Grande do Sul e pelo Brasil na busca pela transformação da educação pública.
Claudia Costin, fundadora e diretora do FGV CEIPE, juntamente com Mônica Timm de Carvalho, CEO da Plataforma de Leitura Elefante Letrado e do Pacto pela Educação, Raquel Teixeira, secretária estadual de Educação, e Maria Slemenson, gerente de Políticas Educacionais do Instituto Natura, destacaram aspectos cruciais do processo de aprendizagem, o papel dos professores, o cenário das escolas atuais e a importância da alfabetização na pré-escola. O debate foi mediado pelo jornalista Túlio Milman.
Durante as discussões, Claudia Costin enfatizou que “a transformação da educação não é tarefa para amadores”, e depende de uma agenda construída em conjunto, destacando os esforços do Movimento da Educação que levaram à apresentação do Marco Legal da Educação pelo presidente da Assembleia, Vilmar Zanchin. Ela ressaltou que os países líderes em educação abandonaram as “ilhas de excelência” e focaram na “excelência para todos”.
No contexto brasileiro, o desafio reside em abandonar a repetência e promover a qualidade por meio de aprendizados significativos e relevantes para a sociedade construir seu futuro.
Costin também abordou o papel dos professores, enfatizando que eles não devem ser meros transmissores de conhecimento, mas garantidores da aprendizagem, destacando a necessidade de melhores salários e contratos de trabalho integral.
Ela discutiu a evolução das escolas primárias no país, destacando a transição de um sistema excludente para um de inclusão, enfatizando a importância de um ambiente colaborativo, que pode ser alcançado por meio da implementação de períodos integrais, conforme realizado pelo estado de Pernambuco.
Por sua vez, Mônica Timm enfatizou a importância de colocar a aprendizagem das crianças no centro das discussões, ressaltando a necessidade de melhorar a atratividade da carreira de professor e rever os sistemas de contratação e trabalho coletivo.
Ela elogiou as iniciativas governamentais de bolsas de ensino e escolas de tempo integral. Destacou também que a qualidade da escola é definida pela relação entre o professor e o aluno, e citou o exemplo de sucesso do Ceará, que prioriza escolas simples e intencionais.
A secretária estadual de Educação, Raquel Teixeira, reconheceu a importância da aprovação do Marco Legal da Educação como uma política de estado, e destacou os desafios enfrentados devido aos impactos da pandemia. Ela reforçou a importância do papel do professor e defendeu contratos de trabalho integral, juntamente com o projeto Professor do Amanhã, que visa proporcionar uma formação diferenciada.
Por fim, Maria Slemenson, gerente de Políticas Educacionais do Instituto Natura, elogiou as iniciativas do Rio Grande do Sul em relação à educação antirracista e o investimento na alfabetização precoce, enfatizando que o Marco Legal da Educação garantirá a continuidade das políticas públicas.