Mais de um quarto do orçamento do município de Canoas é direcionado para a área da saúde. Apesar desse substancial investimento, os recursos provenientes do Governo Estadual desempenham um papel crucial na garantia da prestação de assistência aos pacientes.

Contudo, desde o início dos cortes no programa Assistir, os hospitais da região têm experimentado perdas financeiras significativas. Essa questão foi abordada durante uma audiência pública realizada na segunda-feira, 7, na Assembleia Legislativa.

No encontro, prefeitos, secretários de saúde e diretores hospitalares trouxeram à tona as dificuldades decorrentes das reduções de recursos e destacaram a iminência do fechamento de serviços essenciais.

Prejuízo de milhões

Canoas se destaca como um dos municípios mais impactados por essa situação. Conforme explicou o Secretário de Saúde, Felipe Martini, desde o início dos cortes em julho do ano passado, Canoas já amargou um prejuízo de R$ 14 milhões, que originalmente eram destinados ao Hospital Universitário e ao Hospital de Pronto Socorro (HPSC).

Martini ressaltou que, caso o programa Assistir não seja reavaliado pelo Estado, os hospitais públicos na capital e região metropolitana poderiam enfrentar perdas anuais superiores a R$ 200 milhões. Especificamente em Canoas, a ameaça é ainda mais alarmante, com um corte projetado de R$ 85 milhões anuais.

Ainda de acordo com o secretário, se o programa permanecer inalterado, existe um risco real de descontinuidade dos serviços hospitalares, o que inevitavelmente afetaria mais de 130 municípios que dependem de Canoas como referência na assistência médica.

Em resposta a essa situação crítica, foi agendada uma nova audiência pública para abordar essa temática no dia 4 de setembro, às 14h, também na Assembleia Legislativa.

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