João Carlos Raupp, 67 anos, aposentado e morador de Esteio, viu o melhor amigo precisar de um transplante de fígado. Assim que conseguiu, o corpo rejeitou, e ele recomeçou a luta para receber um novo órgão, doado por anônimo. E conseguiu.
Os médicos, na época, disseram que ele não viveria mais do que 15 anos – média de vida para transplantados no Brasil. E lá se vão 23 anos desafiando dados e estatísticas.
Mas esta não é a sorte de inúmeros brasileiros, e também não foi a de um afilhado de João Carlos, que morreu aos 28 anos à espera de um pâncreas por 1 ano e 8 meses.
Abraço à causa
Estas situações aproximaram o aposentado que começou a estudar o tema e passou a ser um militante da causa. Ele elaborou a criação de panfletos com estímulo à doação de órgãos e confeccionou uma jaqueta com frases relacionadas, que usa em cima da motocicleta, também estampada com dizeres referentes à campanha.

“É muito importante as pessoas avisarem à família, pois, depois da morte encefálica (situação em que órgãos como coração, fígado, pulmões, etc, podem ser doados), essa decisão cabe aos responsáveis por aquela pessoa que partiu; nem mesmo um documento em cartório garante a doação”, explica João.
As doações de córnea e pele, por exemplo, podem ser realizadas com mortes oriundas de situações variadas, sendo assim, fáceis de acontecer, não fosse o desconhecimento das famílias e a falta de comunicação dos órgãos encarregados por estes mapeamentos e coletas.
Dados de 2022
No ano passado, o Rio Grande do Sul registrou 104 mil óbitos, e somente 200 doadores. A lista de espera para transplantes era de 66 mil no Brasil, sendo 3.300 gaúchos.
Saiba mais sobre o trabalho voluntário de conscientização do João Carlos, e salve vidas: WhatsApp (51) 9910.40385 – Instagram: @joaocarlosraupp.
“SE VOCÊ NÃ AVISOU A SUA FAMÍLIA, VOCÊ AINDA NÃO É UM DOADOR DE ÓRGÃOS”