Nesta terça-feira, 13, a Justiça de São Paulo emitiu uma decisão determinando a penhora da Arena do Grêmio. O Banco Santander, o Banrisul e o Banco do Brasil, que foram financiadores na construção do estádio, fizeram o pedido que resultou na manifestação da juíza Adriana Cardoso dos Reis.

A Arena Porto Alegrense, responsável pela administração do estádio, declarou que a penhora é um procedimento técnico decorrente do processo e ressaltou que, como imóvel, a Arena só pode responder por 8% da dívida, conforme o contrato. A informação foi divulgada pelo colunista Jocimar Farina, do GZH, e confirmada pelo portal ge.

A ação movida pelos bancos menciona a Arena Porto Alegrense, a Karagounis (empresa controlada por um fundo de investimentos imobiliários ligados à Caxias) e a OAS Empreendimentos. O portal ge entrou em contato com as outras partes envolvidas e aguarda posicionamento para atualização da matéria.

De acordo com a matéria, o valor da dívida é de R$ 226 milhões. A decisão da juíza não se restringe apenas ao imóvel, mas também ao direito de superfície. No entanto, ainda cabe recurso.

Atraso no pagamento

Os três bancos financiaram R$ 210 milhões na construção da Arena do Grêmio, mas apenas R$ 66 milhões foram pagos até o momento.

Desde 2022, os três bancos têm cobrado o pagamento da dívida. O Grêmio ainda não realizou a troca de chaves com as empresas, o que significa que o clube ainda possui a área do Estádio Olímpico e não a da Arena do Grêmio, que havia sido oferecida como garantia aos financiadores.

Essa complicação na troca também resultou em um impasse com a Prefeitura de Porto Alegre, que deseja que as obras planejadas para a área do Olímpico sejam concretizadas.

Além disso, o Ministério Público gaúcho está cobrando da OAS e da Karagounis a execução das obras estipuladas no contrato, nas proximidades da Arena.

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