A presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Nova Santa Rita (SSENASAR), Ana Cláudia Pedreira Fraga, convocou uma Assembleia Extraordinária do Magistério no dia 3 de maio, onde ficou decidido não aceitar o PL 012/23.
O Sindicato critica piso oferecido para o Magistério em Nova Santa Rita.
O PL foi apresentado, no final de abril, pelo prefeito Rodrigo Battistella (PT), que fixa o piso salarial para profissionais do Magistério no município de acordo com o nacional, mas, de acordo com o sindicato, ele altera o Plano de Carreira dos profissionais da educação, além de não ter sido debatido com a categoria.
Confira matéria sobre piso salarial do Magistério em Nova Santa Rita
Nota do Sindicato
“MAGISTÉRIO NÃO ACEITA O PROJETO!
O Sindicato informa que a Câmara Municipal de Vereadores está proporcionando um tempo para o debate do PL 012/23. Dessa forma, houve a possibilidade de realizar a Assembleia Extraordinária na data de 03.05.23, também haverá uma reunião promovida pelo Poder Legislativo no dia 08.05, às 18h, em que o Presidente da Casa, Vereador Rodrigo Aveiro (Pedal) estendeu o convite ao Poder Executivo, Sindicato e todos os professores da rede municipal”.
Argumentos da categoria
“A Assembleia da Categoria não aceita o PL 012/23, pois não contempla todas as classes e níveis e sugere que seja apresentada uma nova proposta, reajustando todas as classes e níveis da categoria em 14,95%, de acordo com o piso Nacional do Magistério”.
Segundo Ana Cláudia, a categoria se sente desprestigiada com o Projeto de Lei que modifica a carreira do magistério, sem diálogo com o sindicato da categoria. É vergonhoso que o magistério tenha sido excluído do debate de sua carreira; a tradição democrática está sendo ignorada e lamentamos essa forma autoritária que está sendo conduzida a adequação ao Piso do Magistério”, enfatizou.
Ainda conforme os profissionais, é preciso um diálogo e uma mesa de construção, e que o Executivo Municipal realize uma nova proposta de reajuste, seguindo o que preconiza o Conselho Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

“Estamos cansados de sermos desprestigiados”
“Estamos tendo nossa carreira achatada, pois o projeto apresentado reduz a carreira que tinha um percentual de crescimento de 35% para 24,87%. Por isso, pedimos que a adequação seja feita com celeridade e com um espírito democrático, como deve ser norteada a Administração Pública e realizado processo de reajuste dos professores, principalmente que seja respeitado o Plano de Carreira que foi construído pela categoria e teve sua lei editada em 2004, tendo sofrido uma alteração em 28 de janeiro de 2022, também sem discussão com os professores”.
Reunião no Legislativo municipal na segunda-feira, 8

Os representantes do Executivo explicaram o projeto e não demonstraram a possibilidade de mudança no PL.
“Estão totalmente equivocados afirmando que não haverá mudança no plano de carreira, pois a Tabela de Pagamentos é um Anexo da Lei logo estão sim mudando o Plano de Carreira e achatando as classes. A tabela deles não tem critérios, não apresentaram uma explicação que fosse convencer aos professores”, contou Ana Cláudia à nossa reportagem.
Confira a fala da Ana Cláudia em vídeo, no plenário da Câmara:
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