Na noite de segunda-feira, 15, ventos de cerca de 125km/h, acompanhados de chuva de granizo, atingiram o Estado e deixaram as ruas de Canoas com centenas de árvores e postes caídos nas vidas da cidade. Casas e parte do Hospital Nossa Senhora das Graças também foram destelhadas.
Em virtude dos danos causados pela tempestade, o prefeito em exercício de Canoas, Nedy de Vargas Marques, assinou o decreto que declara situação de emergência no município. O decreto entrou em vigor nesta terça-feira, 16, e deve vigorar pelo prazo de 180 dias.
O documento foi alterado, determinando que ficassem suspensas as aulas presenciais da rede pública desta terça-feira, 16, com a retomada das atividades no dia seguinte. As secretarias de governo devem adotar medidas preventivas e mitigadoras de acordo com as atribuições legais e regulamentares pertinentes. Também será possível adquirir, de forma emergencial, materiais, equipamentos e contratar serviços visando à normalização da situação.
O decreto autoriza ainda convocação de voluntários e realização de campanhas de arrecadação de recursos, junto à comunidade. Por fim, ainda aponta as medidas que podem ser tomadas pelas autoridades administrativas e os agentes de defesa civil, nas respostas aos prejuízos.
Um comitê de crise foi instituído pela Administração Municipal para organizar o trabalho de diversas equipes da Prefeitura. Danos materiais e prejuízos econômicos, como destelhamento de residências, queda de árvores e postes, e desabastecimento de serviços de água, esgotamento sanitário e energia elétrica, recebem atenção prioritária. O levantamento de dados está sendo processado pela Defesa Civil.
Foto: José Carlos Rodrigues/O Timoneiro